sexta-feira, 8 de junho de 2012

O despertar de Adama 

Cidade de Adama - Metrópole

Song: Inner Universe (Gost in the Shell)
http://www.youtube.com/watch?v=EIVgSuuUTwQ&feature=related

Ian Levi Capell diz:
Eram cerca de onze horas da noite quando escutou-se alguém bater a porta da casa com certa força- 
- ABRAM! ABRAM!...
-Era a voz de um homem, todos na casa já haviam se recolhido. Naquela residência moravam os Levi Capell, uma família pequena dentre tantas outras de Adama, composta por um homem adulto, sua esposa e dois filhos mais novos, um rapaz e uma menina. Com tantas batidas Elísea acordou assustada- 
-  Mamãe! mamãe!...
-Chamava a menina de seu quarto, o pai logo acordara e disse- 
- Não saiam do quarto, vá buscar ela...
-E em alguns minutos ele abriu a porta, Godrick tinha seus 39 anos de idade, barba por fazer, expressões severas nos olhos, apenas o lampião fora da casa a iluminava, de telhado feito de barro, e paredes firmes construídas de tijolos vindos da praia, material que obtivera dos cascalhos da região, dando uma aparência à moradia no tom acinzentado, mas natural, a qual não necessitava de pinturas. O número na porta indicava: casa 102 dos Levi Capell. 
- Boa noite...
-Disse enrustido ao homem. Edite correu ao quarto abraçando a filha pequena de apenas 8 anos, sentando-se a cama da pequena- 
- Calma está tudo bem...
-Dizia ela, o homem a porta era um cobrador, porém à hora fora muito inesperada.

Damyen Merikh diz:
 As chamas bruxuleavam contra as paredes douradas do grande salão. A noite já era longa para os cinco homens que sentados em torno da grande mesa negra, debatiam. Seus olhos eram escuros e vazios, vagos, perdidos entre um emaranhado de rugas e marcas de um tempo longo e digno, mas cruel. Suas vozes não se erguiam e pareciam reverberar pelos corredores como uma ladainha, um recital de palavras perdidas em sua própria língua.
- Há quanto eles estão ali? 
O jovem impaciente caminhava para os lados, uma fera enjaulada dentro de si mesma. Aahren tamborilava os dedos e apertava os lábios de ansiedade e tortura, observando o salão por entre os pilares negros que se erguiam do chão até as abóbadas ricamente ornadas em ônix e ouro.
- Tempo o suficiente. Mas devem encerrar logo. 
Aquietava o Marechal de braços cruzados, costas postas contra a parede escura do corredor. O nobre Edali Belkam estava de olhos fechados a longos minutos de espera, tentando evitar que o tédio e a morosidade tomassem conta de seus ombros pesados pela vestimenta de batalha. Alguns passos se aproximaram deles, passos leves, mas uma presença que agitou as chamas. O homem que se aproximava tinha cheiro de sangue e teias de aranha se emaranhavam em seus cabelos em ondas. Estava molhado da chuva leve que a noite trazia e cumprimentava os demais com um meneio do rosto oculto de sombras.
- E a caçada? 
 Aahren logo perguntava inquisitivo, sobrancelhas erguidas num ato de desaprovação.
- Apenas dois. Nada que entre para os anais e contos. E o Conselho? 
A voz suave parecia fria, firme. Como um vento forte que uiva com a experiência do inverno. Edali sorriu com os modos do recém-chegado.
- Devem terminar em alguns minutos, creio. Estão aí desde o amanhecer de dois dias atrás.
- A lua vermelha é, em dois dias... 
Aahren rangeu os dentes, passando as mãos pelos cabelos prateados, coçando os olhos de rubi numa mania incessante quando estava nervoso.
- Então temos tempo.

Song: Rise - Origa 
http://www.youtube.com/watch?v=UJjscA9Zvcw&feature=related

Ian Levi Capell diz:
- Sinto incomodar a esta hora, mas minha viagem foi longa até chegar a esta cidade. Sou Atoran Ferh, e estou aqui para que seja cumprido a justiça... 
Grodrich arqueou uma das sobrancelhas, respirou fundo e disse. 
-Volte pela manhã, já passa da hora...
O homem tirou um pergaminho de sua mala e o estendeu, havia uma fita vermelha ao redor deste, que fora recebido pelo morador.
- Eu só vim entregar isto, tenham uma boa noite!...
E após isso se retirou da porta desaparecendo entre as brumas da noite. Godrich adentrou a casa fechando a porta, dirigiu-se até a sala e abriu o pergaminho, nisso sua esposa vinha à sala ninando a filha pequena nos braços.
 - O que houve?...
Ele ergueu seus olhos e disse.
- Não é nada, vá deitar amanhã conversamos...
Ela suspirou voltando ao quarto, era do tipo de mulher obediente, que não afrontava o marido. Ele passou uma das mãos na testa sentindo um pequeno suor lhe escorrer pelos dedos da mão, ali dizia: Senhor Godrick Levi Capell, através deste pergaminho venho lhe cobrar o que me é por direito da família Darhan, seu prazo está se esgotando tens dois dias e três noites para comparecer com a quantia de 10 mil libras em nossa presença, caso contrário algo de tal ou mais valor que o Senhor possua tornara-se nossa propriedade, não tentem fugir, pois será pior. Ele enrolou o pergaminho, estava apreensivo e um pouco nervoso, era um tempo muito curto para se adquirir tal quantia!

Damyen Merikh diz:
Não conversavam e a respiração dos três nobres guerreiros era curta e compassada, mas movendo as chamas das velas próximas deles. O recém chegado levava as mãos à face forte e exótica, de pele clara e marcada com traços breves e cheios de expressão. Limpava a lama e as teias da fronte, empurrando os fios dos cabelos negros para longe da pele. Lorde Merikh era um homem respeitado e sua palavra não costumava ser ignorada ou repreendida. Trocavam breves olhares, Edali, Aahren e ele, com seus olhos vermelhos sangue, pedras preciosas e cintilantes com o dançar das chamas próximas. Foi quando a atenção deles foi chamada por uma presença próxima.
- O Conselho pede que os senhores se aproximem. 
 A jovem escrava possuía o corpo curvilíneo coberto por faixas de organza negra que apertavam suas carnes e expunham seu colo farto e dourado de sol. Seus cabelos ruivos caiam em cachos fartos sobre os ombros, enfatizavam os prazeres que seu corpo devia proporcionar e cobriam as marcas e hematomas que haviam em seus pulsos e pescoço. Os olhos vazios da mulher não ousavam fitar os nobres e se - afastava para que eles caminhassem pelo salão.
O chão de mármore frio refletia os senhores e os anciões reunidos à frente, que se moviam para observá-los entrar.
- Hnanná! - Saudavam os guerreiros.
 - O Conselho chegou ao veredito desde ano que começa na noite de amanhã. Delimitamos seus propósitos mais uma vez.
Os três grandes homens se curvavam e batiam com seus joelhos no chão do salão, mantendo seus rostos baixos. O ancião que lhes falavam era Taür Ghuirter, jizzah do norte. Estava em pé diante da mesa e era mais jovem dentre os outros.
- Este ano a caçada ficará à cargo da Companhia do Falcão e o Exílio será do Magistrado dos Leões. - Edali e Aahren sorriam, curvando-se e prestando uma reverência rude com suas mãos, típicas de homens das batalhas. 
- E você, Damyen Merihk. Como foi a caçada em que esteve todo este tempo? Ouvimos dizer que a família de Lattura Darhan desejava anular o rito de noivado. 
Alfinetou, com risadas dos demais anciões.
- Pode responder por si mesmo, alteza. 
Com um momento, Damyen soltou da cintura uma bolsa de couro rude e vermelho, arremessando-a sobre a mesa negra. Imediatamente a bolsa esparramou-se e dela sangue escuro espalhou-se, fazendo os velhos saltarem para longe da mesa.
- Duas cabeças... Dois líderes.

Residência dos Levi Capell 

Song: Portishead – Roads
-  http://www.youtube.com/watch?v=Vg1jyL3cr60

Ian Levi Capell diz:
Naquela noite o homem não conseguira dormir, revirou-se em sua cama muitas vezes e apenas quando o sol estava para nascer que pela exaustão fora engolido pelas sombras caindo em um sono profundo, porém o trabalho urgia e em menos de duas horas a esposa o acordara, esfregara os olhos sonolento. Ela se levantou pegando um robi no armário o vestindo indo acordar os filhos, quando bateu a porta do mais velho e abriu ele estava já de pé arrumando a roupa.
- Bom dia filho...
Ele se voltou para ela e sorriu, tinha uma estatura mediana cerca de 168 cm de altura, pele clara, e seus cabelos eram longos de cor negra.
 - Bom dia Senhora minha mãe...
Caminhou até ela e tomou uma de suas mãos a beijando, gentil. Estava arrumado, com calças de linho marrom, uma blusa de mesmo material verde musgo de manga cumprida, um cinto de couro e botas de mesmas confecção, marrom escuro.
 - Seu pai está se aprontando, não demore vou servir o café...
Nisso ela se retirou e foi para a cozinha preparar a refeição. Godrick por sua vez estava de muito mal humor arrumou-se como deu e apareceu na sala, como uma -expressão nada amigável. O jovem Ian logo apareceu, estava com os cabelos arrumado em um pequeno coque, e o restante em um rabo de cavalo mais curto.
-Bom dia pai...
Disse sentando-se a mesa já servida de pão, ovos e leite.

Damyen Merikh diz:
Os guardas do salão se aproximaram da mesa e abriram a bolsa com auxílio de suas longas lanças douradas. As cabeças rolaram para fora da bolsa já azuladas, frias e rígidas, parecendo com bonecos deformados. Alguns anciãos cobriam os narizes e lábios com as mangas longas de suas túnicas negras e douradas.
- Sacrilégio! - Gritaram enquanto Damyen se erguia e aproximava-se da mesa, tomava a primeira das cabeças entre as mãos. Era a cabeça de um jovem de cabelos cor de palha, obscurecidos pela violenta morte.
- Grimah, Olhos de Raposa. Combatente muito ágil... Mas não conhecia nossas redes de batalha. 
Com tamanha calma, o nobre apanhou a outra cabeça, de uma mulher. Seus cabelos haviam sido cortados bruscamente pela espada. 
- Hálima, Serpente da Fronteira... Há quanto tempo ela não vinha ameaçando o Conselho com suas visões? Digam-me...
As cabeças caiam sobre a mesa lisa e rolavam como bolas pesadas até cair no chão com um som oco. Os olhos de Merikh cintilavam em brasa.
- Ainda vão debater sobre tolices e ritos de noivado ou podemos logo estabelecer o que meus homens farão no Ano novo?

Ian Levi Capell diz:
Eles iriam ao centro naquele dia comprar algumas provisões, mas pela expressão que via em seu pai, ele não parecia nada bem.
 - Aconteceu alguma coisa?...
Perguntava servindo-se dos ovos mexidos com o pão. A mãe se retirava do ressinto, indo se trocar, ela tinha traços delicados e gentis, o oposto de seu marido, os filhos assemelhavam-se por sorte a ela, Ian principalmente que ao manter os cabelos longos, por vezes era confundido na lavoura a qual trabalhavam juntos, mas ele não se incomodava ainda, jovem nunca ligara para nada a não ser ajudar a família e pensar em seus estudos futuros.
 - Tenho coisas a resolver, mas temo não conseguir...Caso isso ocorra...
Fez uma breve pausa.
- Deve levar sua irmã e mãe para longe daqui Ian...
Dizia ele num tom sério bebendo um gole do leite fresco, o rapaz estranhou muito aquilo, franzindo o cenho.
- Como assim!?...Não entendo...
Godrick pôs o copo na mesa vazio e disse.
 - Faça o que eu MANDO!...
Era a última palavra que saíra ao que ele se erguia pegando um pão, indo comer na varanda. O pergaminho por sua vez estava guardado dentro de sua roupa
-desde a noite anterior. Quando terminaram o desjejum Ian pegou uma bolsa de couro grande e saiu, despedindo-se da mãe que sorria acenando para ambos.
- Voltem logo!

Damyen Merikh diz:
Os olhares do Conselho se cruzaram pelo salão em um silêncio velado, movimentos contidos e lábios crispados que não atenuavam as rugas da boca de cada um dos velhos. Ganaur da Ala Leste foi o primeiro a dizer algo. Era muito alto e sua barba era muito longa, amarrada com diversas fitas vermelhas.
- Este ano, nossos irmãos de Bahir virão fazer parte das tradições do ano novo, como sabe Coronel. Mas nossa cidade irmã não possuí muito a oferecer à Agra, portanto os jizzahs nos ofertaram um mercado mais..."rico" ...este ano. Como a caçada e o exílio já foram nomeado, caberá aos seus homens a Vigília, Merihk.
Damyen franzia as sobrancelhas negras, seus olhos chisparam e os dentes rangeram ruidosamente, um cão diante de um inimigo. Mesmo desgostoso, o nobre coronel ajeitou as vestes sujas e rasgadas, a capa longa e maltrapilha até a altura dos joelhos, cheia de lama, sangue e plantas. Sua nobreza e altivez o faziam notável mesmo diante de tal estado e os velhos Jizzahs do Consleho estremeceram quando ele os olhos de cima para baixo com seus olhos brilhantes.
- Apanharei duas forças na fronteira então.
-Não. 
Ganaur intervil, erguendo a mão num sinal de espera. - Existe um carregamento dos Vallarymares, um carregamento que muito interessa à corte, Merihk. Ele chegará à fronteira com a Floresta Branca...
-Escravos? 
 Uma única sobrancelha se ergueu no rosto de Damyen, entre os cabelos molhados que teimavam em cair.
- Dê-se por satisfeito. Não podemos por em risco a cabeça do futuro Chanceler das Armas, não é mesmo? Afinal, é este o renome de lorde Darhan, não?

Montaria 

Ian Levi Capell diz:
Saíram da casa, cada qual montando um cavalo, o de Godrick era mais novo e alto e forte de tom amarronzado claro, sua estrutura era conivente com seu dono, o de Ian era malhado, todo branco, mas com algumas manchas em outros tons, eram mais jovem como um potro lembrava, ajeitou a mala de lado ao corpo pegando-lhe as rédeas e partiram, dando pequenos estímulos aos animais que os obedeciam em pouco tempo. Na casa tudo estava tranquilo a pequena menina brincava em seu quarto com as bonecas de pano ao que a mãe arrumava todos os quartos.
-Deveria buscar um bom empréstimo, você deve ver os mantimentos Ian...
Dizia seu pai, instruindo-lhe no caminho, ele assentiu que sim a ele e disse.
-Comprarei uma manta de carneiro também, eu posso não?...
Havia juntado uma quantia razoável, pois desejava para o frio que logo os alcançaria em poucos meses, via as montanhas ao longe, a estrada estava calma, feita de pedras e barro, o matagal não atravessa o barro espesso. O vento soprava ameno, parecia um dia bom para se sair ao mercado.

Song: Cyberbird - GitS SAC OST 2 
- http://www.youtube.com/watch?v=mfUpn6pJFrs

Damyen Merikh diz:
A resposta veio aos lábios de Damyen, mas morreu antes mesmo de se formar em palavras na língua. Seus dedos se contorceram em vontade, mas seu respeito e vida valiam muito para serem postos à prova diante de tão tolos velhos. Engoliu a própria vontade e deu às costas à mesa suja e aos anciões, passando pelos dois coronéis que ainda estavam prostrados diante do Conselho.
- Se este é o desejo, senhores. Será feito.
- Mais uma coisa, Merihk. 
 Ganaur seguiu, com um vitorioso sorriso, iluminado pelo dia que raiava entre as nuvens em Agra. 
- Milady Lattura, possuí uma carga entre este carregamento que deseja que você se assegure que chegue até ela. Procure por Noir entre os carroceiros...
O Coronel conhecia Noir, a cigana. Era conhecida em Agra como Mãos da Peste, pois seus dedos eram negros e longos, machucados por uma doença que havia comido a pele até os carpos. Ela era responsável pelos "cães", homens que serviam os nobres como guardas, criados ou cobradores. O serviço sujo da corte Agraniana. Damyen cuspiu no chão do salão, maldizendo o nome e saiu para o corredor sem esperar mais ordens. E as chamas das velas se apagaram com a passagem de sua capa. 

Ian Levi Capell diz:
A jornada até o centro da cidade fora percorrida em cerca de quase uma hora a cavalo em passos normais, sem pressa. O mercado estava cheio, parecia que as pessoas estavam se preparando para o inverno que chegaria, levando em conta que estavam na estação de outono e as folhas verdes agora tomavam em grande parte a cor amarelada, que muitas vezes se via nos tons alaranjados e vermelhos a caírem das copas das árvores. A mata continuava em seu tom verde escuro, porém folhada de tons claros.
-Siga e vá até o mercado, compre todos os mantimentos necessários apenas...
Grodrick entregou-lhe um saquinho, o qual continha moedas valiosas, Ian logo guardou dentro de sua bolsa junto ao corpo dando outro rumo ao cavalo malhado.
-Nos encontramos aqui em três horas!...
Avisava o jovem, afinal negociar era uma tarefa árdua, mas necessária. O pai fez que sim, o lugar marcado tratava-se da fonte central próximo ao grande mercado. Ali eles se separaram, e Godrick foi atrás dos fornecedores que poderiam lhe ajudar a pagar a dívida com o outro reino.

Damyen Merikh diz:
O coronel atravessou os corredores do prédio antigo respirando fundo, o sangue fervendo nas veias e atiçando a mente aos mais diversos desatinos. As ante salas do Conselho estavam cheias de nobres indo e vindo, muito ocupados com suas rotinas em criar casos, condenar prisioneiros, comprar terras e satisfazer suas vontades. Damyen não enxergava aquele mundo coberto com veludos e jóias, simplesmente passava por ele como um vulto maltrapilho cheirando à água lodosa e falta de banho, suor de homem, chuva e cavalos. Quando por fim alcançaram às escadarias de mármore o sol já passava pelos arcos abertos de onde o céu nublado trovejava alto, o vento sacudindo as flâmulas negras e vermelhas nas paredes.
- Coronel? Merihk?! MERIHK! 
 A voz que no princípio pareceu confusa tomou uma ordem magistral quando ampliada pela acústica da escada em espiral. Damyen podia escutar os passos rápidos e curtos em sua direção, assim como o farfalhar de diversas saias e correntes. Diante de tanto sangue e caos, a figura de Laturra Darhan era um oásis. Estava vestida em um corpete vermelho e tinha hexielas rubras em seus cabelos negros e lisos. A boca carnuda e delicada, o perfume reconhecível de mulher que exalava de sua pele, das roupas e da carne macia entre suas pernas.
- Damyen! 
 Laturra jogava-se sobre os ombros do coronel, fazendo-o recuar dois passos. Logo quis se afastar dele, fazendo uma careta que torcia sua boca de boneca.
- Mas que cheiro é este!
Ela reclamava alto, batendo as mãos delicadas e brancas contra o peito sujo do homem de Agra.
- Cale a boca. 
Era a gentileza de Merihk, que segurava-a pela nuca e tomava a língua de Laturra urgentemente. Ela não pôde conter um gemido dos lábios com aquele atrevimento e apertou os ombros dele com as unhas, soltando-se.
- Seu animal! - Batia as mãos contra o peito dele, tomando a compostura mais uma vez. 
- Devia se comportar diante dos outros. Não está adestrado o suficiente? 
 Ela ria. Elas riam. Laturra e as jovens da corte, que dos degraus escondiam-se atrás de leques e lenços com flores. 

Song: Ergo Proxy. Radiohead
- http://www.youtube.com/watch?NR=1&feature=fvwp&v=QzZcZXG7riA


Damyen Merikh diz:
A resposta veio aos lábios de Damyen, mas morreu antes mesmo de se formar em palavras na língua. Seus dedos se contorceram em vontade, mas seu respeito e vida valiam muito para serem postos à prova diante de tão tolos velhos. Engoliu a própria vontade e deu às costas à mesa suja e aos anciões, passando pelos dois coronéis que ainda estavam prostrados diante do Conselho.
- Se este é o desejo, senhores. Será feito.
- Mais uma coisa, Merihk. 
 Ganaur seguiu, com um vitorioso sorriso, iluminado pelo dia que raiava entre as nuvens em Agra. 
- Milady Lattura, possuí uma carga entre este carregamento que deseja que você se assegure que chegue até ela. Procure por Noir entre os carroceiros...
O Coronel conhecia Noir, a cigana. Era conhecida em Agra como Mãos da Peste, pois seus dedos eram negros e longos, machucados por uma doença que havia comido a pele até os carpos. Ela era responsável pelos "cães", homens que serviam os nobres como guardas, criados ou cobradores. O serviço sujo da corte Agraniana. Damyen cuspiu no chão do salão, maldizendo o nome e saiu para o corredor sem esperar mais ordens. E as chamas das velas se apagaram com a passagem de sua capa. 

Ian Levi Capell diz:
A jornada até o centro da cidade fora percorrida em cerca de quase uma hora a cavalo em passos normais, sem pressa. O mercado estava cheio, parecia que as pessoas estavam se preparando para o inverno que chegaria, levando em conta que estavam na estação de outono e as folhas verdes agora tomavam em grande parte a cor amarelada, que muitas vezes se via nos tons alaranjados e vermelhos a caírem das copas das árvores. A mata continuava em seu tom verde escuro, porém folhada de tons claros.
-Siga e vá até o mercado, compre todos os mantimentos necessários apenas...
Grodrick entregou-lhe um saquinho, o qual continha moedas valiosas, Ian logo guardou dentro de sua bolsa junto ao corpo dando outro rumo ao cavalo malhado.
-Nos encontramos aqui em três horas!...
Avisava o jovem, afinal negociar era uma tarefa árdua, mas necessária. O pai fez que sim, o lugar marcado tratava-se da fonte central próximo ao grande mercado. Ali eles se separaram, e Godrick foi atrás dos fornecedores que poderiam lhe ajudar a pagar a dívida com o outro reino.

Coronel Damyen Merikh

Song: Hyde - I Can Feel
- http://www.youtube.com/watch?v=MvIVKd6BJbU&feature=related

Damyen Merikh diz:
O coronel atravessou os corredores do prédio antigo respirando fundo, o sangue fervendo nas veias e atiçando a mente aos mais diversos desatinos. As ante salas do Conselho estavam cheias de nobres indo e vindo, muito ocupados com suas rotinas em criar casos, condenar prisioneiros, comprar terras e satisfazer suas vontades. Damyen não enxergava aquele mundo coberto com veludos e jóias, simplesmente passava por ele como um vulto maltrapilho cheirando à água lodosa e falta de banho, suor de homem, chuva e cavalos. Quando por fim alcançaram às escadarias de mármore o sol já passava pelos arcos abertos de onde o céu nublado trovejava alto, o vento sacudindo as flâmulas negras e vermelhas nas paredes.
- Coronel? Merihk?! MERIHK! 
 A voz que no princípio pareceu confusa tomou uma ordem magistral quando ampliada pela acústica da escada em espiral. Damyen podia escutar os passos rápidos e curtos em sua direção, assim como o farfalhar de diversas saias e correntes. Diante de tanto sangue e caos, a figura de Laturra Darhan era um oásis. Estava vestida em um corpete vermelho e tinha hexielas rubras em seus cabelos negros e lisos. A boca carnuda e delicada, o perfume reconhecível de mulher que exalava de sua pele, das roupas e da carne macia entre suas pernas.
- Damyen! 
 Laturra jogava-se sobre os ombros do coronel, fazendo-o recuar dois passos. Logo quis se afastar dele, fazendo uma careta que torcia sua boca de boneca.
- Mas que cheiro é este!
Ela reclamava alto, batendo as mãos delicadas e brancas contra o peito sujo do homem de Agra.
- Cale a boca. 
Era a gentileza de Merihk, que segurava-a pela nuca e tomava a língua de Laturra urgentemente. Ela não pôde conter um gemido dos lábios com aquele atrevimento e apertou os ombros dele com as unhas, soltando-se.
- Seu animal! 
Batia as mãos contra o peito dele, tomando a compostura mais uma vez. 
- Devia se comportar diante dos outros. Não está adestrado o suficiente? 
 Ela ria. Elas riam. Laturra e as jovens da corte, que dos degraus escondiam-se atrás de leques e lenços com flores.

Ian Levi Capell diz:
-Ian seguiu com o cavalo mais alguns metros, até que o desmontou, e o amarrou em um suporte, parada para aquele tipo de animal, pagou duas moedas a um homem para lhe dar feno e água, e cuidar do animal em sua ausência, ele caminhou entre algumas tendas até chegar a construção do grande mercado, haviam muitos produtos em barracas ao redor deste, mas vendiam outros utensílios ali, iria atrás das provisões alimentícios inicialmente. Puxava de dentro da bolsa uma lista, onde estavam demarcados tudo o que deveria levar. Ao avistar a construção do mercado via sua grande estrutura feira toda em tijolos aparentes, com algumas colunas e belos vitrais em seu topo, era uma construção magnífica. Apressou os passos subindo alguns degraus de pedra rústica até a entrada do local. Haviam muitos mercadores ali, muitas quitandas e berros que se escutavam vindo de longe dentro daquele lugar, sorriu animado, logo buscando negociar os grãos que levaria.
-São Três por dois meu jovem! Está barato e de boa qualidade não vê!?
Ian era paciente e bastante sagas quanto a suas escolhas.-Certo, mas quero um abatimento, pois vou levar dez quilos de três grãos!...
Damyen Merikh diz:
O jeito fútil e soberbo de Laturra não eram do feitio de Damyen. Ensinada desde pequena entre a corte, Laturra tinha excepcional prazer pela humilhação, tortura e "adestramento", muito ao contrário do tipo de prazer que homens como Merihk tinham em mente quando se confrontavam com as damas da corte.
- Não temos passado tempo suficiente juntos para que eu possa adestrá-la pessoalmente, minha dama. Mas não é necessário cobrar diante das outras senhoritas. Terei prazer em dar aulas extras quando me banhar. 
O sorriso que brotou nos lábios do coronel foi profusamente cheio de malícia e ironia, fazendo uma balbúrdia de risadinhas encher as escadarias. Claro que Laturra não gostou do fato e bufou alto, cruzando os braços sobre os seios e batendo sem muito efeito contra o forte braço do noivo.
- Bruto! Não me faça pirraças na frente das garotas! 
 Quando as outras dispersavam com os gritos da nobre, a jovem Darhan parecia diminuir e arrulhava enquanto se esfrgava contra o braço de Damyen nos degraus que desciam. 
- Me diga então, o que me trouxe da Caça? Trouxe algo para me agradar, não é?

Song: Noir: Salva Nos 
-http://www.youtube.com/watch?v=MpXpbrJTo2E


Damyen Merikh diz:
Com um pouco de paciência, Merihk fingiu não possuir nada enquanto tateava os bolsos do casaco de couro e a bainha da adaga. Não gostava de mimar a garota, mas ela era um peão necessário no tabuleiro do jogo que Merihk jogava há muito tempo.
- Não seja mau comigo! - Ao contrário, Laturra só queria saber do que ganharia e deslizava as mãos pelas pernas do coronel, acariciando-o sem pudor entre os degraus. 
- Oh! Acho que encontrei algo....
- Não...Esse não é seu presente. Não ainda. 
O que havia trazido para a jovem Darhan estava preso em seu pescoço. Tratava-se de dois colares longos e dourados, com pedras absurdamente azuis em seus pingentes. As jóias estavam extremamente quebradas e danificadas, mas os olhos da jovem brilharam ao vê-los.
- Corações! Ah, Merihk, você é tão gentil! 


Ian Levi Capell diz:
Ian conseguiu negociar em pouco tempo boa parte das mercadorias que levaria, deixou tudo separado em grandes sacas, tudo arrumado, resolveu-se por tomar um suco mais adiante, e nisso cruzou com uma jovem moça estava com os cabelos ocultos por panos, mas os olhos eram incrivelmente bonitos, esverdeados e apele levemente bronzeada, ele sorriu para ela e se aproximou.
-Posso lhe servir uma bebida?...-Perguntou em um tom gentil, a moça ficou sem jeito, mas estava um calor grande ali dentro do mercado, e acabou por aceitar. Notara que tinha cabelos que iam até os ombros eram de tom castanho claro, haviam poucas sardas em seu belo rosto, lindamente esculpido, estava a trajar um vestido simples, o que não escondia sua beleza. Pagou o refresco e disse.-Qual é o seu nome?...-Ela não aparentava, mais tinha no mínimo mais de cinco anos que o jovem, sua boca e nariz eram ocultos pelo véu de tom alaranjado.
-Anaya...
Falou apenas o primeiro nome, não podia se misturar com estranhos, mas estava exausta.
-Bonito nome, você...
Sorriu de canto, Ian era um pouco tímido com as mulheres as quais 
-não pertenciam a sua família.
-Eu estou comprando alguns mantimentos para a minha família, você precisa de ajuda Anaya...

Anaya 
Song: Hyde - Kagen No Tsuki
- http://www.youtube.com/watch?v=qkc-Ll8y_6Q&feature=related 

Damyen Merikh diz:
Não havia gentileza no modo de Damyen presentear. Corações. Laturra colecionava corações. Todos aqueles que haviam disputado o posto ao seu lado, a vitória no ritual de noivado, haviam trazido a ela jóias como aquelas das caçadas ao Limiar. Mas apenas Merihk conseguia trazer corações quase intactos, peças de valor para nobres que ostentavam troféus como aquele. Vendo-a satisfeita, o coronel desceu os pares de degraus restantes e deixou o prédio do Conselho seguido pela nobre que avaliava com esmero as peças ganhas. Do lado de fora, nas calçadas de pedras douradas e vinhas entrelaçadas pelo tempo, os homens de confiança de Damyen aguardavam e erguiam seus olhos ao escutar o ruído do caminhar de seu coronel, pondo-se de pé ao serviço dele.
- Humpf! Já vai voltar para aqueles vira-latas? 
 Laturra não gostava de soldados. Agradava-se com Merihk pelo fato de seu alto posto manter sua nobreza e engrandecê-la junto do conselho dos jizzahs. Caso contrário, ela jamais haveria se exposto à noivar com um homem rude como o coronel.
- Tenho ordens para o fim de ano, milady... Mas foi bom revê-la
- mesmo que brevemente.
Os homens riram baixinho. Conheciam o temperamento da jovem Darhan e seu carisma, desaprovando totalmente aquele enlace.
- Vou passar as tradições sozinha? Pois bem, vá! Não me faz falta mesmo um noivo ausente na noite em que ficarei algumas libras mais rica. 
A risada vitoriosa da jovem era irritante como uma ave estridente. Merihk logo erguia os dedos, tampando os lábios da moça.
- Você irá sobreviver. Além do mais, vamos escoltar sua carga. Dê-se por satisfeita.
- É preciso bem mais que isso pra me satisfazer...
Ela retrucava, mordendo os lábios.
- É o que veremos.

Ian Levi Capell diz:
-Ela fez que não sem jeito. Uma música vinha de longe e logo os alcançava.-Obrigada! eu preciso ir ah... -Ele achou uma pena aquilo.
-Não espere!...- Disse, tentado impedi-la, mas era tarde ela fugia entre as pessoas, mas podia ver o véu de tom atípico, seguia-o com pressa, pedindo passagem as pessoas, desejando revê-la, nunca vira uma moça com olhos tão intrigantes.
-Anaya! onde estava céus!...
Era uma criada que carregava compras, também coberta, mas em véus negros, de olhos severos, deveria ter mais de seus cinqüenta anos.
-Desculpe eu fui beber algo, mas já estou aqui!...
A mulher pegava dois sacos e a jovem a ajudava a carregá-los até uma pequena burca, a música era animada.
-Eu já volto, não saia dai!...
Ordenou ela, fechando a burca com os panos, ela ficou ali de pé só observando pelas frestas e sorriu, era agradável a música como em sua casa, então começou a dar alguns passinhos ali dentro mexendo os braços em leves e belos movimentos, Ian aproximou-se e viu a jovem pelos pequenos buracos e sorriu a espreitando, admirando como dançava magnificamente bem, era linda Anaya! Ele precisava saber mais sobre a moça, seria compromissada? Foi quando alguém tocou-lhe o ombro gracejando uma tosse forçada, era um homem alto, porém bastante magro- 
- Não é seu lugar jovem, vá embora!...
Anaya escutou e levou um susto parando de dançar, espreitou pelos buracos e arregalou os olhos ao ver seu tio repreendendo o rapaz que lhe fora tão bom, saiu de imediato e disse.
-Ele não fez por mal!...
Ian estava um pouco apreensivo.
-Desculpe senhor...eu nao queria incomodar...
Ela fez que sim e disse.
-Ele me pagou uma bebida quando estava morta voltando para cá!

Damyen Merikh diz:
-Sem demora o coronel se reunia aos homens e não era necessário palavras para que acatassem aos passos dele, sempre pouco atrás. Eram homens jovens e fortes, seguidores fiéis das palavras de Merihk. O mais jovem deles, Malthus, tinha sinais das recentes caçadas entalhados em seu rosto na forma de três linhas horizontais que iam do alto do nariz até o canto da orelha direita. Garras de uma fera humanizada a quem chamavam Sussurrantes - crias impróprias dos homens e dos mortos.
- E então, senhor? Qual foi o desígnio do Conselho?
- Faremos a Vigília no ponto próximo a fronteira. Precisaremos de pouco pessoal, não me preocuparei com a segurança de uma festa banal. Nenhum Adamiano seria maluco o suficiente em causar um embate nas tradições.
- Podemos esperar qualquer coisa. - A rudeza da voz
-Era de Fenrir, o velho lobo de combate, o mais fiel de seus homens.
- Não, não podemos. Vamos vigiar os pontos críticos e receptar os Vallarymares.  
Os homens demonstraram claramente seus calafrios.
- Eles virão?
- Sim. Faz parte do acordo da tradição com aquele bando de velhos... E nós vamos fazer o que nos cabe. São apenas dois dias.

Song: Ghost in the Shell: Innocence-http://www.youtube.com/watch?v=S_1PssU1a9U

Ian Levi Capell diz:
O homem respirou fundo tinha uma aparência não muito convidativo, fez uma cara feia para o rapaz, como se disse-se que o tempo dele ali havia se acabado.
-Vossa família, qual o nome que lhes regem!...-Suplicou pela informação que fora dado um pouco à contra gosto.-Zarihn...agora se vá!...
-Fazia um gesto para que se afasta-se ao que guiava a o jovem para dentro da liteira, que foi obrigada a se recolher. Dois homens fortes apareceram- 
- Já era tempo!...-Exclamava o tio, batendo as palmas, os homens de cor abaixavam-se pegando nas extremidades e erguendo a liteira a carregando nos ombros, em um simples impulso adentrou-a o homem e se foram dali. Ian nada pode fazer, ao menos sabia um nome, homens como aquele não costumavam mentir, era contra os princípios básicos de famílias honradas. Caminhou pelo mercado, vendo o que tinha ainda de comprar.
- Cravos!...
Exclamou logo indo atrás das sementes, cultivaria e levaria há ela, assim que florescessem! Não demorou muito para encontrar uma floricultura, negociou os grãos o guardando dentro da bolsa, depois conseguiu um animal de carga com direito a uma pequena carroça, passou em cada uma das lojas as quais fizera as compras pegando as sacas, levando até o transporte de madeira, seus cavalos apenas não seriam suficientes, quando terminou de organizar tudo, bebeu água de seu pequeno cantil limpando a testa com uma das mãos, estava esquentando conforme a hora do almoço se aproximava. O movimento ali -parecia ficar mais intenso, animais passavam pelas vielas cheios de carregamentos, envoltos em tecidos grossos de tom amarronzado e cor de areia, ocultando parte das mercadorias que variavam entre utensílios domésticos, a mantimentos e provisões, haviam homens e mulheres, poucas crianças, apenas as mais crescidas. Olhou para o sol e suspirou, buscou o cavalo malhado e o guiou juntamente com o animal alugado até o ponto de encontro, sentando-se na beira da fonte; Cerca de vinte minutos se passaram e Godrick apareceu, estava um pouco mais confiante.
-Vejo que comprou tudo! E a manta de carneiro? 
Perguntou ele, dando um pequeno sorriso, o rapaz fez que não .
-Pai...
fez uma breve pausa e disse.
-Devo juntar dinheiro, eu conheci alguém...-Godrick ficou surpreso, Ian nunca falara de mulher alguma, certas vezes chegava a achar que o filho não tivesse gosto por tal, ou pior tivesse interesse em outra coisa, tossiu pegando água na carroça em uma grande  garrafão.-Estou surpreso, nunca falou nada sobre, mas não é melhor esperar um pouco mais, precisamos pagar nossos credores antes de qualquer coisa...
Ian sorriu sem jeito e disse.-Preciso encontrá-la!...É de uma família diferente, Zarihm conhece?
O homem suspirou e montou em seu cavalo puxando o animal alugado.
-Vamos para casa depois vemos isso...

Flor de cravo vermelho


Damyen Merikh diz:
O dia que se seguiu foi e de trabalho intenso. Os homens afiaram suas lâminas e vestiram suas vestes quentes, já aguardando pelo clima mais frio além do bosque branco, perto da fronteira com Adama. Usavam trajes negros e capas em vermelho muito escuro, capuzes cobrindo suas cabeças. No peito, o estandarte de Agra com seu grande falcão dourado era o símbolo mais simples do medo. Muitos mercadores e
-peregrinos não ousavam atravessar aquelas terras quando topavam olhares com um pequeno grupo de Agranianos a cavalo ou a pé. Não havia ninguém que desafiasse a força de Agra diretamente.
A manhã do dia das tradições havia iniciado com uma forte neblina e o frio que ameaçava chegar finalmente, derrubando as folhagens e zunindo com o vento. Merihk e seus homens estavam acampados à clareira da Boa 
-Temperança, onde cuidavam dos cavalos e armaria antes de seguir aos postos e trocar os turnos de homens. Era com enorme cuidado e paciência que o coronel supervisionava sua tropa e dava ordens de que naquele dia apurassem seus olhos e ouvidos para receber Noir e seus homens.

Ian Levi Capell diz:
Voltaram para casa e Ian ajudara a descarregar todas as provisões guardando na despenca grande que tinham junto da cozinha, por fim devolvera o animal no dia seguinte e fora atrás da família da moça. Depois de muita espera na frente da propriedade fora recebido pelo pai da moça, fora convidado a entrar. Tomaram um chá e conversaram inicialmente sobre a lavoura e os negócios, até Ian adentrar o assunto de suma importância, pois gostaria de conhecer a jovem, ter a permissão dos pais para cortejá-la, o que pegou o pai de surpresa e ficou intrigado, pois Ian apesar de inteligente e dedicado, não tinha posses suficientes ainda para desposá-la.
-Não poderemos tratar disso ainda, você deve adquirir teu patrimônio, mas acredito que não terá dificuldades...Anaya é nossa segunda filha...
Dizia o homem sendo servido de mais uma xícara de chá, por uma serviçal, eram de uma família importante aparentemente. Tudo ali era bonito, as paredes pintadas, quadros e ricas tapeçarias vindas de longe, lustres e móveis que impressionavam com seus detalhes pelo entalhamento das peças, em formatos de plantas
- silvestres. Ian fez que sim, mas disse a ela.
-Desejo desposá-la, ao menos podemos nos encontrar...com a vossa permissão, junto a família?...
Era insistente, afinal sabia que uma oportunidade daquelas demoraria a vir, assim acreditava.
-Certo, traga o dote , e fecharemos os acertos do contrato de casamento...
-Anaya era bonita, mas já tinha seus 24 anos, idade avançada para se casar, e o rapaz vinha de boa família. Ian agradeceu e regressou para o mercado, fez alguns negócios com as posses que adquirira e voltara a casa no final da tarde, trazendo ouro consigo uma pequena quantia, mas o suficiente para garantir que ela seria sua esposa.

Song: Badema – Urga (O Clone)
- http://www.youtube.com/watch?v=222gxP0dIeA

Damyen Merikh diz:
O sol mal penetrava entre as albinas árvores em torno do Olho d'água quando os cavalos dos Agranianos se reuniram embaixo das copas prateadas. Montavam animais grandes e fortes, cavalos de guerra, de troncos espessos e pelagem escura, cobertos por mantos vermelhos e arreios de couro negro. Ao longe, os homens de Agra poderiam ser tomado erroneamente como servidores de ceifadores pela robustez com que mantinham-se sobre os palafréns e manuseavam suas armas.
Ali, Damyen decidiu que deveriam esperar. A névoa do amanhecer era um mau agouro e os homens ficavam agitados a qualquer ruído, ansiosos por uma batalha que lhes enchesse de ânimo antes do meio-dia. Foi quando o trotar de um cavalo leve encheu o caminho e Malthus atiçou seu próprio cavalo para interceptar quem vinha.
- Vallarymares! - Gritava o homem magro que vinha sobre um pangaré cinzento, que bufava pela corrida extensa, parando de chofre quando encontrou-se com Malthus de espada em punho na direção do batedor.
- Há quanto tempo?
- Estão à... - Um zunido cortou o ar e Malthus segurou-se ao cavalo que com o susto, ergueu-se nas patas traseiras. Uma flecha negra, de ponto dupla e escorpiana, acabara de perfurar o crânio do 
-batedor, derrubando-o.
- Por Lothis.... - Malthus atiçava o cavalo e tirava de seu cinto um chifre de prata, tocando-o com um som alto e límpido para avisar os homens./
Ian Levi Capell diz:
-Voltara para casa e dera a notícia ao pai que pareceu mais preocupado que outra coisa naquele momento.
-Eu disse que deveria esperar, isso não está certo meu filho...-O rapaz sabia que ele tinha razão, mas tinha medo de perder a moça.-Não pude esperar, se a pusessem em algum compromisso a perderia!...
-Dizia a ele, enquanto isso Godrick via todos os papéis que assinara com a família de Agra, revendo cada centavo que lhes deviam, porém faltava ainda um quinto do dinheiro, ficou nervoso e disse.
-Desfaça este compromisso! Não podemos ficar mais aqui, devemos partir. Eu ficarei, mas deve sumir com tua mãe e irmã!...
Ele era um homem honrado, pagaria com a vida se necessário, mas não deixaria sua família envolver-se em discórdia de negócios.
-Como assim, está louco!?...
-Exclamou Ian, confuso, Godrick juntou todos os papéis.
-AGORA!...Arrume tudo, pegue os cavalos e leve-as para longe e não voltem! pelo menos nos próximos três anos entendeu!?...
-Aquela era a última noite do prazo, pela manhã estariam ali para cobrar a dívida ele sabia daquilo.

Damyen Merikh diz:
-O som alto e claro do chifre de prata servia como um gatilho. Não era necessário troca de palavras ou comandos. Os Agranianos agitavam seus cavalos e já munidos de suas armas, espalhavam-se na névoa entre as árvores como fantasmas lendários, virando suas capas que eram forradas de tecido negro, transformando-se em vultos escuros. Malthus dava apenas três longos toques com o chifre antes de silenciar-se, ocultando-se entre os arbustos prateados e estendendo a corda dourada do próprio arco, afagando as penas douradas das flechas. Outro som pareceu responder ao seu chamado, longo e doloso como o choro de uma besta-fera, arrastando-se pelo bosque. O ruído de madeira rangendo e corrente tintilando, chicotes contra carne macia. O inconfundível som dos mercadores negros - Vallarymares.
Vinham em
-grandes carroças cobertas com couro batido, banhado com sangue velho e escuro, que conferia um cheiro horrível à caravana. Eram em grande número e estavam montados e camelos de corrida ou arrastados por enormes touros vermelhos roubados do povo da planície. Sobre as carroças, tendas de moradia ou enormes gaiolas de arma e ferro, cheias e abarrotadas de jovens e crianças, mulheres de todas as 
-idades, trancafiados como pássaros. E diante deles, a longilíneas figura de Noir circulada por seus homens cobertos de negros da cabeça aos pés, apenas com olhos à mostra, arcos e lanças em mãos.
- Noir, de Allarymar, terra de ninguém, reclama passagem por estas terras de Agra. Quem desses fantasmas é o comandante?

Ian Levi Capell diz:
-Ian não mais lhe questionou apenas disse.
-Não vou desfazer! Ela vem comigo!!...
-Referia-se a noiva, havia pagado por ela, sabia que a situação estava crítica, mas era sua felicidade em jogo ali! Conversou com a mãe que preparou as malas, atrelaram tudo nos cavalos e quando a noite veio despediram-se de seu pai, pernoitariam na casa de sua noiva, e então partiriam e assim seriam. Quando o sol se pôs estavam aos portões da grande casa, o pai da jovem ficou surpreso, mas Ian alegou ter conseguido uma boa oferta de trabalho em outra cidade e por isso dever-se-iam ir, chamaram um religioso a casa e fizeram uma pequena cerimônia cortês. Pela tensão que sofria e pressão de tanta responsabilidade, disse a Anaya que lhe perdoa-se por talvez não poder suprir suas expectativas. Deitaram-se juntos, a família instalada em outro quarto ao que o casal ficou a sós.-Você me perdoa...-Dizia em tom ameno a ela, ao que lhe abraçava pelas costas beijando-lhe os ombros, ela fazia que sim com a cabeça.

Damyen Merikh diz:
-Dentre a névoa branca a sombra e o som dos cascos não serviam mais de denúncia. Era a aproximação aberta de um cavaleiro, cuja espada em punho demonstrava o receio. O capuz sobre sua fronte fazia-o totalmente de sombras e os Vallarymares ergueram seus arcos de dentro das carroças, esperando.
- Eu falo pelos meus homens e guardo estas terras. Vocês não... 
- Dezenas de flechas cortaram o ar e sem compaixão acertaram o corpo do homem sobre o cavalo, que agitado pateava a terra molhada e disparava adiante, derrubando seu mestre ao chão. Os mercadores riam, sons difusos como hienas carniceiras, abutres alegres. Noir abriu um imenso sorriso e caminhou até o corpo do homem agonizante, empurrando o corpo repleto de flechas para observar seu rosto.
- Nenhum Agraniano vai parar a caravana de 
-Allarymar....Mas o... 
- Para a surpresa de Noir, o homem abaixo de seus pés era o corpo frio do batedor magricela que haviam abatido há tão pouco tempo. Estava amarrado com cordas na cintura para manter-se sentado sobre o cavalo e agora parecia um almofada de alfinetes negros. Não foi permitido a ela nem um arroubo de surpresa, pois a lâmina que cortou a névoa silencio tocava a garganta de Noir com firmeza, pressionando sua pele enquanto era abraçada por braços fortes de um homem muito mais alto que ela.
- Ordene que recolham as armas, Peste. Ou sua garganta vai dar o último grito de toda sua vida.

Ian e Anaya

Ian Levi Capell diz:
Ian estava preocupado com o que ocorreria com seu pai, ele seria agora o homem da família e era uma responsabilidade muito grande, mais ainda quando tão jovem! Tinha experiência em negociações e trabalho, mas vivera muito pouco para adquirir tal responsabilidade, aqueles pensamentos o afligiam, mas não deveria dar crédito a tal, Anaya agora era sua esposa e como tal deveria agradá-la, deixou que seus pensamentos ruins se fossem ao que lhe aspirava à fragrância dos cabelos macios, afastando-os com uma das mãos ao que seus lábios tocavam a pele de seu pescoço com carinho, depositando beijos quentes, os quais faziam ela se mexer e corar, ele sorriu, erguendo-se se pondo sobre a jovem tocou-lhe o rosto e inclinou-se beijando-lhe os lábios calidamente, nunca havia feito aquilo antes, mas sabia como era, pelo o que vira os pais e outros casais mais velhos quando menor. O coração da jovem estava disparado, olhava para Ian e corava mordendo o lábio deste de leve, que a tomou nos braços beijando-a agora a boca em um ritual envolvente, ele era delicado apesar de inexperiente.
- Minha Anaya...
Ela se aconchegava aos braços de Ian, abraçando-o ao que trocavam beijos entre si, aos poucos ele a desnudara, livrando-se das próprias roupas, beijou-lhe o colo, descendo para os seios fartos os quais deleitou-se ao que acariciava-lhe o ventre, tinha uma necessidade grande, algo que nunca sentira antes, a jovem estava muito sem graça, mas deixava que ele a toma-se entre seus braços.

Damyen Merikh diz:
-Noir conhecia aquela voz e o fio daquela lâmina que se apertava contra sua garganta. Riu baixo com os dentes cerrados, muita força em sua própria mandíbula.
- Maldito seja, Damyen Merihk.... Baixem os arcos, Tolos! Joguem as lanças e espadas! 
 Os homens aceitavam e o som de metal e madeira caindo era um bom sinal. Com ele os demais Agranianos caminhavam para fora da névoa, armas empunhadas na direção dos perigosos mercadores negros.
- Agora, adorável Peste, poderemos conversar. Os velhos querem que você entregue a carga da família Darhan aos meus cuidados antes de adentrarem Agra e suas armas e chicotes devem ficar conosco.
- Pode soltar meu pescoço agora, Agraniano? Por que a carga dos nobres ainda não foi recolhida... 
Com a revelação, Damyen afrouxava a espada, permitindo que a mulher se soltasse. Ela afagava a pele avermelhada do pescoço e sorria languidamente com seus olhos de ressaca.
- O dinheiro da família vai ser recolhido pelos homens, não se preocupe. Mas esse valor virá de Adama e não será fácil de recolhê-lo... Pode nos hospedar com seus cães enquanto esperamos ou - nos escoltar até a cidade. O que prefere, grande Lobo?
Damyen segurou Noir pelo pulso, não gostando de sua entonação. Ela estremecia, temendo os olhos vermelhos do coronel.
- Pelo seu bem, espero que os homens sejam bons e que o dinheiro chegue intacto feiticeira. Traga os seus... Mas você virá comigo.
Noir sorria e falava com os mercadores em sua própria língua, sibilantes e sonoros como o linguajar das cobras. Todos se curvavam para ela e montavam em suas carroças para seguirem os homens de Agra, que os escoltavam sem gentilezas até a clareira da Boa Temperança.

Song: Maktub 
- http://www.youtube.com/watch?v=r4dwq7TvtFM&feature=endscreen&NR=1

Ian Levi Capell diz:
Os cabelos da jovem espalharam-se pela cama ao que ele a pressionava de leve contra a cama, beijando os seios da jovem esposa. Nunca tivera uma conversa a fundo com o pai, porém com alguns amigos conseguira informações que agora lhe eram muito valiosas, por não ter tanto jeito, aos poucos ele a virou na cama de bruços beijando-lhe o pescoço ao que subia sobre esta espaçando-lhe as pernas e dizia.
-Não tenha medo...
Rosava-se contra ela, instigado pela timidez enchia-lhe de beijos ao que buscava ter mais intimidade, Anaya estava um pouco nervosa, mas ansiosa por fazer Ian um homem feliz, em poucos minutos seus corpos uniram-se e os movimentos foram fracos, pois não desejava machucá-la, mesmo sendo algo inevitável, fazendo-a chorar, mas acalentara-lhe beijando ao que começava a lhe possuir o interior.

Damyen Merikh diz:
Os Agranianos prenderam os touros dos Allarymares contra os fortes troncos das magnólias e mantiveram guarda atenta sobre os homens do deserto. Apenas Noir e sua guarda pessoal foram permitidos de adentrar as tendas vermelhas dos homens de Merihk, comendo e bebendo junto dele. Ali, Damyen era seu próprio governante, sentado em uma cadeira larga e alta, coberta com a pele macia de diversos lobos cinzentos. Descansava os pés sobre uma pequena bancada e bebericava uma taça dourada cheia de vinho, analisando os movimentos da feiticeira enquanto saboreava da carne e pão.
- Me diga, de quem foi a fantástica idéia de convidá-los para as tradições?
- O Conselho dos Jizzah devia algumas cabeças para meu senhor e para não nos dar alguns tenros jovens de Agra, seus anciões barganharam um preço justo. Dois dias vendendo nossas mercadorias próximo ao altar dos celestinos. Nosso lucro deve bastar...
- E os Drahan? Sempre achei que os pais de minha noiva tinham bons contatos fora de Agra.. Não gentinha como vocês. - Noir cuspiu o vinho e riu de canto, limpando a boca com os dedos. Estava ofendida,
-mas não o suficiente para alterar-se.
- O velho Drahan sempre foi um ótimo cliente, Merihk. Ou pensa que todos os criados que eles arranjam são exilados e Adamianos?
- Porco hipócrita. Não pensei que fizessem esse tipo de trato com vocês.
- Apenas um dos tratos. Mas não se preocupe... o embrulho que sua noiva está aguardando é um monte de libras de Ada, muito bem pagas por alguma família extorquida e faminta.

Ian Levi Capell diz:
Os gemidos foram abafados pelos travesseiros, os corpos quentes transformavam-se em chamas em um único elemento, era muito prazeroso aquele contato mais íntimo, nunca imaginara como era estar com uma mulher, mas agora sabia e era algo incrivel! Seus poros estavam à flor da pele, e Anaya transpirava abaixo de si, vez ou outro choramingava, mas sorria ao sentir os beijos carinhosos do esposo. A consumação estava feita, em pouco tempo ele se deitou ao lado dela satisfeito, mesmo não tendo chegado ao limite de seu prazer, mas estava satisfeito, afinal fora a primeira noite, e deveria poupar energias para a manhã que viria. Ele a abraçou trazendo-a para seu peito, local a qual ela se aconchegou e disse em voz baixa.
- Obrigada por me amar Ian...    
Ela sorriu graciosa serrando os olhos, ele beijou-lhe a fronte fazendo carinhos em suas costas e em pouco tempo ambos adormeceram envoltos entre as cobertas quentes da cama.

Damyen Merikh diz:
- Dinheiro. A cada dia que passa os Drahan se mostram a melhor escolha que fiz... 
Noir erguia suas sobrancelhas, olhos iluminados entre a penumbra de seu manto. Seus dedos muito longos e disformes davam lhe a impressão de galhos negros brotando de suas mãos e mesmo assim era hábil manualmente e servia-se de mais vinho, enquanto podia contar com a serenidade da conversa com o coronel.
- Faz muito tempo que não me deixa ler seu futuro, Merihk... Anos desde nosso último encontro. Quer que eu leia?
Damyen olhou para ela sobre o ombro enquanto caminhava pela tenda observando o próprio reflexo nas águas vermelhas e perfumadas de seu cálice. O vinho lembrava o sangue aguado, jogado sobre as águas de um leito ou banhado na chuva... lembrava a morte celebrada na vida dos festejos que envolviam a bebida. Houve um sorriso em seus lábios pálidos e seus olhos escarlates fixaram-se nos da feiticeira.
- Leia. E torça para que seja um bom futuro.

Ian Levi Capell diz:
Godrick acreditava que a família já estava em outra cidade, em suma estava no interior, uma região mais afastada próxima a divisa de Adama e Agra. Os Levi Capell estavam bem acomodados na residência dos Zarihm. A noite passara tranqüila, os animais que pertenciam ao jovem descansaram e foram bem tratados pelos empregados da casa, teriam uma longa jornada, provavelmente teriam de percorrer uma distância muito grande nos primeiros dias. Quando estava para a escuridão se ir, Godrick já estava acordado bem vestido, com as melhores roupas que tinha, ajuntara todo o ouro que conseguira num total de 7 pesos, faltava pouco esperava poder negociar com os cobradores, afinal era uma quantia alta para alguém tão trabalhador e humilde como ele. Aguardou sentado em uma das cadeiras de madeira, sabia que se não houvesse acordo, seria morto assim como os demais da família, apenas o que servi-se de utilidade seria poupado e transformado em mercadoria a fim de pagar os débitos, por isso despachara a família para longe dali.

Névoa

Damyen Merikh diz:
A manhã enevoada que cobria o lado norte de Adama era mesma que estendia seu manto sobre o sul de Agra, escondendo o início do sol. Quatro homens haviam sido escolhidos para o trabalho delicado que Noir havia incumbido e cavalgavam com pressa através do início da cidade, das casas mais simples e campestre de Adama. Seus cavalos robustos possuíam pelagem longa sobre os cascos, abafando o som das ferraduras contra o solo seco, mas não ocultavam o som das correntes de seus cavaleiros ou das armas que carregavam.
Chegavam à pequena rua da família Capell entre o amanhecer e o momento mais escuro do dia, quando o sol e a luz deixavam a abóbada celeste para os demônios reinarem. Seus grandes animais resfolegavam a névoa em suas narinas vermelhas e sem que apeassem de suas costas, o primeiro disse em bom som.
- Levi Capell? - Seu punho acertou a porta três vezes e o animal recostou à cabeça à madeira por estar muito próximo.
Ian Levi Capell diz:
-Ao escutar a batida na porta ele se levantou e a abriu vendo os homens encapuzados em mantos escuros, sua expressão era séria e rústica disse a ele.
-Entre por favor...
Espaçou a porta de maneira que o homem pudesse adentrar a moradia, fazia-o contra gosto, mas era necessário afinal muita coisa ali estava em jogo. Sobre a mesa havia uma xícara de chá vazia e o fogo estava aceso no fogão aquecendo o ambiente. Longe dali, Ian despertara logo cedo, acordara Anaya, mãe e irmã, todos tomaram o desjejum e preparavam-se para a partida.
-Obrigado por nos receber Senhor Zarihm, sou imensamente grato pela hospitalidade. Peço que, por favor, não diga nada a ninguém sobre nossa partida, mandaremos notícias assim que possível...
Dizia Ian montando seu cavalo.

Damyen Merikh diz:
- Não é necessário entrar. Viemos a pedido de milorde Garhan e apenas desejamos receber o que lhe é devido... 
Pareciam afoitos a deixar o lugar o quanto antes, como se houvessem chicotes sobre suas costas. Seus animais pateavam à rua, espalhando a névoa matinal com suas caudas longas.
- O valor está completo? Não temos muito tempo, senhor Capell. 
Embora não fossem rudes, havia uma solidez macabra nos olhares dos cavaleiros, um brilho metálico que apenas aqueles que já viram muito possuíam.
Ian Levi Capell diz:
-Ele respirou fundo e disse.
-O débito é de 10 contas, e eu tenho neste momento 7 contas...
Explicou ao homem.
-Necessito de mais dias para completar a quantia, peço que tenham paciência, mas que já levem o que lhes entrego, é muito importante que tudo seja resgatado, sou um homem de palavra...
Explicava a ele com calma e seriedade.
- O que pode ser feito a respeito meu Senhor?...
Godrick era um homem rígido e de origem simples, mas muito esforçado- -Desejo entregar o mais breve possível o que falta, mas necessito da compreensão de Vossa Senhoria...

Damyen Merikh diz:
-Entreolharam-se e um deles riu de forma sonoramente viperina, afastando-se dos demais para observar os lados da casa, procurando por algo. O primeiro deles deixava o lombo do cavalo e entrava a casa. Era muito alto, musculoso mesmo por baixo do grande peso de tecidos negros e da capa. Seus olhos observaram as contas sobre a mesa e o rosto do homem.
- Deve achar que o lorde de Agra está para brincadeiras, senhor Capell... E devo avisá-lo de que o prazo era hoje! - Com força o punho do cavaleiro acertou a mesa, intimidador. Os cavalos dos outros dois na rua relinchavam, animais negros e cruéis como seus mestres. 
- Meu senhor não aceitará uma barganha, muito menos algo menor do que o preço de direito!
O cavaleiro que rodeva a casa, soltava um longo assobio e falava algo na língua desconhecida que usavam.
- Onde estão, senhor Capell? Sua família...
Ian Levi Capell diz:
Ficava muito apreensivo e nervoso com as palavras do homem, respirou fundo e disse.
-Tudo o que tiver de ser resolvido será entre eu e vosso Senhor!...
Falou firme juntando as moedas e as guardando dentro de um caquinho de tecido.
-Devo me entregar para que seja pago o que falta, mesmo que seja o preço de minha vida, mas isso apenas a decisão será tomada por aquele que devo, e nada mais!...
Sua voz era grossa e firme e não media palavras mais naquele momento vendo a 'ira' dos homens ali presentes.

Song: Estaba Escrito
- http://www.youtube.com/watch?v=W7_MJ_uh_OQ&feature=related 

Damyen Merikh diz:
O coletor gargalhava com a suposta coragem do velho homem e pegava-o pelo colarinho das vestes, trazendo-o para perto. Seu hálito era grotesco, assim como suas vestes cheirando a suor e pêlos de cavalo, couro cru e sangue. 
- Meu senhor não aceita sangue como pagamento por suas dívidas, muito menos perde seu tempo recebendo devedores tolos como o senhor.... Irei responder novamente, senhor Capell e minha paciência já curta não vai ajudá-lo em nada...Onde está sua família?
Outro dos cavaleiros adentrava a casa, colocando o cavalo quase à entrada da porta, o bafo quente das narinas do cavalo se misturando com as brasas da fogueira. O segundo homem, mais baixo e curvado, farejava o ar e sem permissão alguma saía cheirando utensílios, cadeiras, tecido. Arfava como um cão de caça, rindo baixo.
- Uma mulher, madura...uma criança, fêmea...um jovem homem....
- ONDE ESTÃO!?

Ian Levi Capell diz:
Ele sabia que não estavam para brincadeiras, mas não deixaria que prejudicassem aqueles que amavam.
-LEVEM O QUE TENHO, MAS NOS DEIXEM EM PÁZ!!!..
Exclamou com certa raiva empurrando o homem a sua frente.
-Levem a casa toda se assim quiserem e vão embora daqui, JÁ!...
Ele não estava nada disposto a cooperar, morreria e não diria nada!

Damyen Merikh diz:
O grande homem ria com a tentativa do homem em afastá-los. Tomava dele o saco de moedas, contando-as enquanto derramava a quantia sobre a palma da mão coberta por uma luva disforme de tecido acinzentado, puída pelo tempo e pela lida com os cavalos.
- Sete...Tomou uma decisão muito errônea, senhor Capell. 
Um sinal seco era dado aos outros homens que prontamente fechavam as janelas, o cavalo do segundo deles bloqueando a porta frontal. Entre risos eles quebravam cadeiras e espalhavam objetos conforme adentravam, o coletor diante do homem simples, guardando as moedas no saco outra vez.
- Compreenda. Não se faz dívidas com um diabo sem perder a alma na negociação, Adaminano. Faltam 3 contas...1 delas para cada membro de tua família. E não me importo nada se são jovens ou velhos...Não me importa nada se os ama. Eles fazem parte da negociação desde que aceitou barganhar com gente como os Darhan.... Amarrem-no.
Dois dos homens aproximaram-se e com força e brutalidade, passaram cordas pelas mãos e pés do homem. Mesmo que lutasse, não conseguiria de livrar das mãos brutas dos Allarymares.

Song: MAKTUB - MARCUS VIANA
- http://www.youtube.com/watch?v=xQ3047IX5cY&feature=related

Ian Levi Capell diz:
-Estava em pura raivo, era intrusos e mal educados! Odiava criaturas como aquelas.
-INFAMES! SUJAM MINHA CASA E DESONRAM MINHA PALAVRA ORDINÁRIOS!!!...
Empurrava aqueles que tentavam lhe pegar, mas eram habilidosos e conseguiram imobilizá-lo.
-MALDITOS NOS DEIXEM!!!...
Esbraveja como um trovão, irredutível. Muito longe dali cerca de vinte e cinco quilômetros a família Levi Capell partida para sua longa jornada, estavam bem equipados, despediram-se de todos e partiram em direção as montanhas, a fim de continuar a passagem que havia entre as duas cidades rivais.
Damyen Merikh diz:
- Não há palavra fora de um acordo senhor Capell. 
O coletor pegava para si um pedaço de tecido proveniente de alguma veste da esposa do pobre senhor, cheirando-a com um olhar lascivo. Riam alto, amarrando o devedor em uma das vigas que sustentavam a simples casa, vendando os olhos do mesmo. Haviam requintes de crueldade nos atos daqueles captadores e não pareciam brincar durante a missão. Godrick escutaria muito bem o som aquoso que era espalhado ao seu redor, como chuva grossa que pingava em suas vestes, algo oleoso que se espalhava pelos seus cabelos.
- Para o bem do renome de seus antepassados e seus descendentes, reze para que sua família seja encontrada e que a dívida seja paga. Que Elohim receba sua alma, homem tolo... Queimem tudo.

Ian Levi Capell diz:
-Aquele cheiro lhe dava náuseas e não era desconhecido, era como se fosse petróleo! Arregalou os olhos mesmo agora vendados e sentiu o corpo pegar fogo, caindo ao chão debatendo-se contra o aço alho de maneira, mexendo-se de um lado para o outro agoniando, tentando apagar o fogo que devorava sua roupa, com as labaredas quentes, mas parecia em vão, pela fumaça fora intoxicado e desmaiara no processo, queimando até o último suspiro. O cheiro que sentia ali eram de três indivíduos, porém sendo uma criança um deles não tinha igual valor. O sol caminhava no céu mais ardente e imponente, a viagem da família prosseguia, pela estrada. Os homens se revirassem a casa descobririam o nome "Zarihm" marcado em um pergaminho, aparentemente outro contrato.

Damyen Merikh diz:
Era óleo que havia caído sobre a cabeça de Godrick e tudo o que seus captores faziam era retirar um dos troncos da fogueira em brasa, deixando-o próximo do rastro oleoso que queimaria a casa e seu dono devedor de favores. A porta era fechada e arrastavam toras e pedras para bloquear as saídas, habilmente. E como todo o acerto de contas Agraniano, deixavam rosas vermelhas pregadas contra a madeira da porta, o sinal final de uma família ou casa que havia desfeito ou descumprido um acordo, sinal respeitado e temido por muitos. Com rapidez e entre gargalhadas e assaltos contra os animais, os Allarymares montaram e agitaram-se na direção do cheiro da família Capell, seguindo seu rastro como os cães de caça temido que eram.

Ian Levi Capell diz:
Estavam bastante afastados já da cidade a cerca de três horas adiante da residência dos Zarihm, fizeram apenas uma breve parada para beberem água, assim como os animais que estavam a se escaldar de baixo do sol forte.
-Não podemos voltar Ian!?
Perguntava Anaya, que estava cansada e dolorida pela noite passada.
-Não podemos, devemos seguir...
Montaram os animais e prosseguiram, ao que chegaram a uma bifurcação o jovem pensou e então disse.-Devemos nos dividir aqui e prosseguir, pois temo que poderão vir atrás de nós, e separados será mais difícil...
A direita dava acesso ao cais e a esquerda as montanhosos.
-Mãe, leve Elísea com você para o cais e partam na primeira embarcação para a ilha que existe muito distante daqui. Eu irei buscá-las assim que possível...
Deveriam despistar os lacaios.
-Anaya venha, vamos para as montanhas...
E assim ali eles se separaram, menos de meia hora depois a mulher com a criança estavam em alto mar, longe de deixar qualquer rastro ou vestígios de suas presenças, porém Ian e sua esposa não podia-se dizer o mesmo.

Casa da Família Zahrim

Damyen Merikh diz:
-Não demorou muito para que o faro aguçado dos Allarymares conseguisse farejar o caminho. Não era um rastro antigo, mas algo que deveria ter sido feito com um dia de antecipação. Podia vislumbrar os passos de mãe e filha, o jovem acompanhado delas até uma casa nobre ao centro de Adama. O Coletor conhecia a família dos Zarihm, homens honrados. Mas nem mesmo isso impediu os cegos cães a adentrarem o terreno com seus cavalos, batendo à porta da família com a gana de encontrar a parte perdida do pagamento.
- Abram!

Ian Levi Capell diz:
Ao escutarem a porta ser batida, um dos criados abriu e viu o homem encapuzado arrepiou-se todo temeroso e disse.-Fique ai!...-Logo foi buscar pelo Senhor da casa que compareceu a porta, não entendendo de quem se tratavam.-O que fazem aqui, o que lhes trazem a minha casa?...-O homem deveria ter seus sessenta anos de idade, barba branca levemente aparada, sobrancelhas claras e cabelos grisalhos, vestia-se muito bem e apesar da idade sabia-se que era o dono da residência, vestia-se muito bem e em seu peito havia um pingente, representando o brasão de seu legado.

Song: Hino ao Sol
- http://www.youtube.com/watch?v=Dmrdn8DUEbE&feature=related

Damyen Merikh diz:
- Procuramos pelos refugiados da casa de Levi Capell...Acredito que o senhor não tenha refugiados em sua casa... - Era uma ironia claro e o velho senhor com toda sua experiência saberia que ao se tratar de cães de caça, não seria sábio mentir. Enquanto conversavam, o Coletor e o velho, os homens apeavam de seus cavalos, refugando a terra, cheirando o ar. Ali o cheiro da família era intenso, quente. Algumas horas o separavam deles.

Ian Levi Capell diz:
-O homem ficou bastante sério, não compreendendo a situação e disse.
-Não compreendo o que se passa, Ian desposou minha filha e recebeu um trabalho em outra cidade partiram pela manhã, não entendo, o que há de errado!?...
Anaya a partir do momento que fora desposada não pertencia mais aos Zarihm, mas aos Levi Capell, e seria considerada como tal.-Podem me explicar por favor!...

Damyen Merikh diz:
- Desposou sua filha? - Os homens riam, afinal se a filha dos Zarihm fosse bela como as mulheres de sua descendência, a dívida dos Capell estaria muito bem paga. Mulheres jovens e belas possuíam preços absurdos em mercado. - A família Capell contraiu uma larga dívida com a família Darham de Agra, meu senhor. Com a dívida não paga, viemos retirar o restante dos que fugiram...Sabe das leis. Cumpro o que meu senhor necessita por direito.

Ian Levi Capell diz:
Amedrontou-se com aquilo e logo interveio.
-Diga o preço eu pago a diferença e deixamos como está, então o que lhes é devido e não haverá mais problemas para ambas as partes!...
-Sabia muito bem sobre as leis, mas era agora a vida de sua filha que estava em jogo, a qual criara com tanto esmero, não deveria ser jogada ao vento, sem mais nem menos.
-Digam! E faço questão que dêem um fim ao rapaz!...
Falava com a voz enérgica, era um homem severo e cumpridor da lei!

Damyen Merikh diz:
Os caçadores se entreolhavam, conversando no silêncio sibilante de sua própria lingua natal, como serpentes que esperavam um bote certeiro. Por fim, o Coletor fitou o velhor Zahrim. 
- Se nos der a quantia em dinheiro, sua filha será devolvida em segurança. Caso contrário, ela terá o mesmo fim que os demais da família desgraçada....Pague, velho Zahrim e livre sua jóia de terminar pelo fio da espada ou nas mãos dos soldados. 
Riam alto, já montando em seus cavalos tenebrosos, certos de que não sairiam se a quantia em mãos.
Ian Levi Capell diz:
-Ele não hesitou e disse.
-Irei buscar!...-Não perguntava quanto, saiu para dentro da casa, eram ricos sempre mantinham o dinheiro a salvo em cofres. Em seu escritório abriu o cofre principal, pegou um saquinho de moedas equivalente a 5 marcos, mais que o suficiente pela cabeça de alguém, trancou e voltou a porta em passos apressados.-Aqui está!...-Entregava a ele, havia o nº descrito no saco, vasta quantia.
-Irão trazê-la de volta!!? Ou devo enviar um lacaio junto de vossa comitiva!?

Damyen Merikh diz:
- Devem estar longe, os cães sarnentos....Malditos inferis! 
Cuspiam, maldizendo a família fugitiva. Com grande agrado o Coletor peso o saco de moedas e lambeu os beiços enquanto contava as moedas douradas.
- É mais que o suficiente. Considerarei um pagamento pelo estorvo que tivemos...
Davam meia volta com os cavalos, passando pelos portões dos Zahrim. Apenas o Coletor parou sua montaria para lhe prestar resposta digna qualquer.
- A menina será trazida de volta. Não se preocupe, mantemos nossa palavra como a carne sobre nossos ossos. Em alguns dias talvez, se não antes.

Ian Levi Capell diz:
Ele concordou e disse ainda.-Não deixem que nada lhe aconteça! O rapaz nos enganou merece a humilhação!...-Respondia severo, afinal "roubara" sua princesinha para levá-la sabia-se lá onde! Ele adentrou a casa sentindo um pesar muito grande, pedindo as forças superiores que nada acontece-se. A hora do almoço aproximava-se e estava na metade do percurso dentro da montanha, a demora se dava pelos mantimentos e animais que deveriam tomar cuidado em determinados trechos, fizera uma pequena pausa aonde desfrutaram de carente e pão, juntamente com um pouco de vinho para revigorarem-se! Anaya estava sentada sobre uma pedra quando Ian falou consigo.
-Não acredito que vão desistir fácil, caso o pior ocorra fuja!...
Dizia sério, ele fazia que sim com a cabeça assustada.












quinta-feira, 7 de junho de 2012

Sob o anoitecer de Spyra 

O céu de Spyra 

Akai Hataki diz:
Duas noites após a caçada, ele ainda estava ali em Spyra, os irmãos estavam contentes com a vitória sobre o grande Javali, a qual fora emocionante e perigosa, Akai não se esquecia das palavras do habitante que encontrara na floresta, que tudo se resolveria apenas com a volta ou posse do trono. A responsabilidade estava agora de maneira concreta a dirigir-se para o Primogênito, aquele que deveria assumir Uruhk. Olhavam para o céu de lua cheia, poucas estrelas pintavam o céu naquela noite. Estavam hospedados em uma casa grande, próximo a floresta ainda, estava sentado na sacada pensando em tudo aquilo que lhe fora transmitido pelos irmãos Gnnar, sob seus ombros um leve quimono azul pendia, aqueles ares de Spyra mexiam com ele, sua essência ficava mais forte a medida que se acostumava aquelas terras.

Sophie diz:
Na sacada do velho templo, o vento sacudia pequenas folhas contra a construção externamente antiga e decadente. Era um local perfeito para ocultarem-se dentro da grande floresta, mesmo depois da batalha ganha no final da lua sangrenta.
- Atrapalho seus pensamentos, Hataki? 
- Sophie estava ao quarto atrás dele. Era um lugar espaçoso e feito no estilo oriental para agradar ao jovem, tudo criado e arrumado pelas mãos da sacerdotisa. Ela terminava de arrumar o leito para a noite de sono do humano. 
- Precisa de algo mais?

Sophie a Sacerdotisa 


Akai Hataki diz:
Desviou o olhar ao escutar a voz que chamava por seu nome, sorriu de canto ela estava encantadora naqueles trajes, as roupas daquele país era muito bonitas realmente. Apoiou as mãos sobre a madeira e ergueu-se aos poucos. 
- De forma alguma... Voltou-se para ela. 
- Creio que um pouco de água, logo vou me recolher...E  ele?  Referia-se ao Demoni, faziam algumas horas já que não o via.


Sophie diz:
-Claro, trarei água fresca para o quarto....E não se preocupe, está no salão com Echoe. Parecem estar se divertindo jogando sha-ghalla. 
- Ela sorria. Sha-ghalla era uma espécie de xadrez em Spyra, jogado pela nobreza. Consistia na idéia de dois times diferentes num combate, mas não entre reis e peões, mas entre leões e águias. 
- Fique tranquilo, não irão te incomodar.

Akai Hataki diz:

Ele fez que sim com a cabeça para ela agradecendo pela gentileza da sacerdotisa, caminhou para o quarto e buscou algo mais quente para pôr sobre as costas, um roupão branco com desenho de garças e peixes desenhados no linho que tecia toda a sua extensão, desde as mangas as costas. Após isso saiu em passos leves até o salão, não adentrou apenas olhou aos dois a alguns metros, estavam bem àquilo era um alívio, olhou para o jogo e depois para o rosto do amado, ficando ali durante alguns minutos no parapeito da porta de madeira em silêncio.

Song: Era - Angel - http://www.youtube.com/watch?v=9FBD0OZaX5o


Sophie diz:
*Echoe parecia perplexo diante do jogo, seus cabelos soltos da trança que normalmente usava, cortados em desalinho e jogados de lado enquanto massageava o queixo. O mais velho havia terminado de lhe encurralar no tabuleiro e ele ainda não compreendia como sair dali.
- Vamos Echoe, não é tão difícil. - Ria para ele e recebia um olhar irritado como resposta.
- Você sempre foi ótimo nisso, é impossível ganhar de você!
- Nada é impossível...- Sophie arrematava, passando por ele com a jarra de água que levava para o quarto de Akai. Os dois Demoni ergueram seus olhos para ela e viram Akai que observava. Sorriram quase ao mesmo tempo, cumprimentando o jovem.



Akai Hataki diz:

Prestava atenção nas expressões destes, parecia que o jogo estava em seus momentos finais pela quantidade mínima de peças que havia sobre o tabuleiro, era diferente, mas lembrava um pouco outro jogo que vira em seu país na China, também feito de madeira, as peças pintadas sobre as superfícies a mão na maioria das vezes, desviou o olhar ao sentir o toque da mão da bela mulher, e quando olhou para os dois sorriu de leve, um pouco sem jeito, pois não queria atrapalhar. Ao que ela caminhou dirigindo-se para o quarto, Akai respirou fundo olhou para o Demoni e fez menção com o olhar ao que pensou:  quando terminar, junte-se a mim . E após aquilo ele se retirou do cômodo, caminhando para o quarto o qual fora arrumado para pernoitar.



Sophie diz:
- Descanse bem, Hataki. As noites da Espiral são ótimas para recompor os ânimos. 
- Sophie deixava a água fresca sobre a cômodo larga de madeira rústica , junto de um copo de vidro limpo. Deixava-o solitário no cômodo e fechava a porta assim que saía.
Akai poderia ouvir alguma agitação no andar de baixo com a chegada de outras vozes, possivelmente Aoi e Silence, pelo jeito o golpe final do jogo havia sido emocionante e todos riam e falavam alto, como uma reunião de homens poderia ser. A conversa continuava e embora parecesse não demorar muito, leves toques eram dados à porta.




Akai Hataki diz:
- Obrigado por nos hospedar Sophie...Disse ele aproximando-se dela, tomou-lhe uma das mãos e beijou levemente a deixando então partir para que também pudesse descansar. Aproximou-se da cama, mas antes se serviu da água, conseguia escutar o barulho dos demais, quando a porta de madeira estava aberta, mas abafou-se ao ser fechado, tomou a água e pôs a jarra ao lado. Junto à cama curvou-se a frente desta e fez uma oração ali, agradecendo por estar vivo e com saúde e agradecia pela vida daquele que amava, estar bem. Após aquilo puxou as cobertas quando escutou um leve toque, apoiou as mãos sobre o estofado e ergueu-se caminhando até a porta, puxou-a com uma mão apenas.


Uruhk Gnnar diz:
*O Demoni trocou olhares com ele imediatamente ao movimento de abertura da porta, como se soubesse exatamente em que altura os olhos de Akai estariam quando a madeira se afastasse e abrisse aquela primeira fresta.
O tecido negro que o cobria fazia jus a sua majestade, ornado com fios de prata e delicadas pedras azuis em um desenho belo de lagos e aves.
- Devia ter ficado para ver o final do jogo. Foi interessante.

Akai Hataki diz:
Seus olhos deparavam-se com os dele quase que de imediato, escutava o que dizia e respondeu ao que deu um passo para trás para que entra-se se assim o quisesse 
- Desculpe... acho que o dia foi um pouco cheio, a Sophie disse que estavam jogando e eu não quis atrapalhar, pareciam tão entretidos. 

Uruhk Gnnar diz:
- Apenas algo para relaxar antes de todos se retirarem, não atrapalharia.  Dava apenas um passo, observando o cômodo bem arrumando por Sophie. Ela era uma anfitriã muito dedicada e ele admirava isso.
- Pelo jeito você já vai se retirar também... Algo que deseje?

Akai Hataki diz:
Olhava de relance sob o ombro ao que ele se referia a se recolher, não disse nada para ele, buscou uma das mãos deste o trazendo para dentro, com a outra fechou a porta, a qual dera para ouvir até o  clik . Sabia que os demais estavam ali e que eram hospedes, mas também não aguentava mais ficar longe dele, ergueu os olhos para ele, era um olhar intenso, penetrante.
 - Vem.

Song: Noir OST - Lullaby
- http://www.youtube.com/watch?v=QLtsAmw0DBU&feature=relmfu



Uruhk Gnnar diz:
Era um convite e o Demoni só podia adentrar ao cômodo preparado se recebesse isso da voz de Akai. Por isso havia notado o quarto bem arrumado e conhecia as artimanhas de Sophie para mantê-lo sobre controle e longe para não machucar o Urhad. Com dois passos, sentiu-se melhor no ambiente e respirou fundo, notando o olhar do jovem. Não disse nada conforme o acompanhava, sentindo mais nitidamente o calor dos dedos dele.

Akai Hataki diz:
Guiou-lhe até a cama macia, estava bem forrada o tecido parecia ser feito de lã de carneiro e tingida de vermelho, quase num tom de ferrugem, os lençóis eram tão macios quanto à seda. Parou diante dele e o abraçou no inicio de maneira leve e depois mais apertado. Sorriu de canto e disse em um tom suave. 
- quero que fique comigo.


Uruhk Gnnar diz:
O abraço atingia o corpo como um choque repentino que talvez Akai não notasse, mas que surpreendia o Demoni. Talvez não pelo ato, já reflexivo vindo o rapaz, mas pelo poder que possuía. Com o som das palavras de Hataki, curvou o rosto até tocar suavemente as pontas de seus cabelos com o rosto.
- Sabe que ficarei apenas se for o seu desejo... - Pressionava as mãos em torno de Akai para abraçá-lo, sentindo sua presença e aspirando seu perfume. Mas havia aquela condição, os grilhões que o impediam de fazer qualquer coisa que não fosse segundo a vontade do humano.
- É o que deseja?


Uruhk Gnnar




Akai Hataki diz:
Respirava fundo sentindo ser correspondido e gostava daquilo, votou-se para ele e ficou um pouco confuso, chegando a corar o rosto de leve, tomou-lhe a mão direita e rodeou-lhe o anel que ali estava observando-o tão límpido e bonito, disse em um tom baixo. 
- Quero tê-lo em meus braços... 
Respirava fundo tentando não parecer bobo. Levou a outra mão ao rosto deste fazendo uma leve carícia ao que seus olhos voltavam-se aos dele. 
– Quero que me tome... 
Era mais que claro agora o que ele desejava, deitar-se com o outro e dentro dos lençóis matar aquela saudades, dos lábios e corpo do outro.

Song: Era - I Believe
- http://www.youtube.com/watch?v=YaMQnUPKdxw&feature=related


Uruhk Gnnar diz:
O brilho delicado daquela jóia em seus dedos era o símbolo do que possuíam, do que havia sido dito e prometido outrora. E mesmo sem aquele anel entre seus dedos honraria o pedido amoroso do humano.
- Como quiser... - Sussurrou ao seu ouvido, tomando-o nos braços com facilidade, beijando seus lábios e sentindo o doce sabor que Akai possuía, único como possuía em sua lembrança. Não era preciso muito para colocá-lo sobre a cama, entre os travesseiros, beijando seu rosto e o canto dos lábios diversas vezes com os lábios quentes e úmidos. 


Akai Hataki diz:
Sentiu-se aliviado por ele finalmente entender o que tanto queria, era um pouco tímido em determinadas coisas, mas quando havia a cumplicidade e o amor entre os dois, não havia nada que os mantivessem distantes um do outro. Suas mãos repousaram-se ao redor do pescoço do outro ao que sentia o rosar de seus lábios, e logo concedia-lhe a passagem para que se torna-se único. Sentia o peito bater mais forte, não era apenas Kayin que havia se comprometido consigo, ele tinha a certeza desde a vinda há Spyra que a outra parte o aceitava e coibiria em ficarem juntos. 
- Uhm!...

Song: Era - Sinfoni Deo
http://www.youtube.com/watch?v=Yl7WtEW3kdU


Uruhk Gnnar diz:
O coração de Akai era audível e claro para ele e despontava um suave sorriso nos lábios do Demoni, lábios que logo se ocupavam em tocar sua pele e desenhá-la até a altura do pescoço. Acariciava com uma das mãos os cabelos da base da nuca do jovem, tão macios e perfumados quanto seu corpo todo, naquele cheiro enigmático que possuía inebriante. O corpo de Hataki era tão desejável que parecia irreal poder tocá-lo daquela forma entre os braços, tê-lo unicamente para si como uma visão, um sonho.
- Não sabe o quanto esperei para escutar isso de você.... 
- Sua voz era baixa, gentil apenas para ele. Com uma das mãos soltas, desenhava um círculo no ar e a porta fechada tinha agora a certeza de não ser aberta por ninguém.

Akai Hataki diz:
O ar parecia ter se ido naquele instante, quando escutou o que ele dizia a si. Apertou-lhe de leve e sorriu um pouco sem jeito, suas mãos buscaram as abastas das vestes do Demoni espaçando-as um 
pouco de modo que pode adentrar-lhe a roupa com uma das mãos tocando-lhe a pele macia, guardada por aquelas vestes tão cara. Ergueu os olhos para ele e de seus lábios ele pode ouvir, ao que tocava-lhe o coração. 
- Para mim você é único...
Sorriu de leve, observando as expressões deste. 

Uruhk Gnnar diz:
- Não tão único... mas o que importa é você ser único, Akai. 
- A troca de olhares era curta, mas pareceu longa com o profundo olhar que ele dedicava ao mais jovem. Abraçava-o pela cintura, erguendo suas costas da cama, trazendo-o para perto até grudar o corpo no dele, o calor dos tecidos e da pele se chocando, a combinação perfeita de quando estavam unidos. Acomodava Akai sobre si beijando suavemente seu queixo e descendo a boca pela pele da jugular até os ombros, empurrando levemente as abas do quimono azul que ele usava para descobrir sua pele quente e jovem. Mordia seu ombro com cuidado, mas desejo, umedecendo a pele com o beijo.

Akai Hataki diz:
Encarava-o olhando para ele, era incrível aquele olhar penetrante e atraente o qual Uruhk tinha, sabia que era ele, a forma como tratava a si, e como agiam juntos. Ao se deitarem contra o estofado quente sorriu, serrando os olhos sentindo os beijos quentes do outro, era a primeira vez que se sentia a vontade com ele, não havia medo, sua respiração aumentava ficando mais agitada ao sentir os lábios em seu colo e ombros, uma das mãos guiou-se para a cabeça deste afagando-lhe os cabelos, ele tinha uma essência incrivelmente voraz e sensual. 
- Que bom que está aqui... Comigo... 
Disse num tom baixo, ele era seu e não deixaria que fosse de mais ninguém, sorriu tocando-lhe o rosto a mão direita deslizando esta pelo pescoço até as vestes do outro, a qual tratou de puxar com delicadeza, desfazendo-se aos poucos das amarras de sua parte lateral.


Akai Hataki Wouei

Uruhk Gnnar diz:
As vestes do Demoni ficavam levemente mais soltas em seu corpo quando as amarras se desfaziam de sua cintura, escorrendo para o estofado como uma faixa negra de cetim. A brisa mais fresca que entrava pela varanda do cômodo alto refrescava a pele de Akai nos lugares por onde a língua quente de Urhuk passava, provando-o sem reservas. O perfume de Akai era apenas aumentado junto com suas palavras, uma combinação poderosa que se transformava num sabor refinado sobre a pele do mortal, sorvido pela boca do Demoni sobre seu peito e mamilos, provocante.
- Sempre estive.... 
- Sussurrou com seu tom rouco e baixo, erguendo os olhos para o jovem e beijando sua boca.

Akai Hataki diz:
Sentia-se envolvido por ele, era como se sentisse a necessidade de estar ali, após tanto tempo era dada a hora, a chegada de uma nova fase, onde não haveriam mais desconfianças, mas a compreensão e o afeto que fora adquirido com a convivência pouco a pouco. Respirava profundamente sentindo os beijos sobre seu corpo, as mãos agora deslizavam pelas costas de Uruhk, não mais tremulas, ou temerosas, mas com afeição. Ergueu os olhos o vendo voltar para si, puxou-o pela nuca beijando-lhe os lábios com ardor, por vezes virando o rosto mudando a posição em que seus lábios uniram-se um ao outro. Sabia o quanto aquilo era importante, a harmonia entre eles. Kayin lhe despertava o amor mais puro que um homem poderia sentir, mas Uruhk, ele era diferente, o sentimento se transbordava através do desejo e das vontades em estarem juntos.

Song: EL CLONE Best Of Jade الحجاب by Hanna
http://www.youtube.com/watch?v=jg_CWQI_sOM

Uruhk Gnnar diz:
   Sem precisar de permissão, entrava à boca do humano com a própria língua, tomando seu sabor na origem, enroscando a língua na dele e sugando-a no ardor do beijo. Encaixava as mãos com suavidade nas abas do quimono de Akai, entrando pelo tecido como uma serpente, enlaçando sua cintura nua no meio dos tecidos quentes, trazendo-o para si. Não parecia jamais próximo o suficiente dele, com a necessidade absurda de senti-lo vivo e quente entre seus dedos, de amá-lo profundamente e muito mais do que o jovem já havia sido amado.

Akai Hataki diz:
Estremeceu ao sentir as mãos lhe envolverem o corpo bem feito, seus lábios buscavam os dele com desejo, Uruhk despertava nele sensações incríveis. Virou um pouco o rosto rosando contra este e sorriu, adorando aquele contato mais próximo. 
- Eu quero poder amá-lo, muito mais que qualquer um...  
- Falou num tom suave, seus lábios tocavam-lhe o ombro desnudo distribuindo beijos quentes até alcançar o pescoço o qual aspirou a fragrância tenra e masculina a qual ele tinha e o atraía muito.

Uruhk Gannar diz:
- Você pode... 
- Respondeu baixo passando os dedos pelas costas dele, subindo a mão até a base da nuca, dedilhando os cabelos da região sensível e afagando-os com firmeza. Roçava as narinas pelo pescoço de Akai, desde o pomo de adão até o queixo, mordendo-o atrevido para beijar o local devagar, olhando nos olhos claros do rapaz. O sorriso do Demoni estava cheio de sentimento, desejo e promessas quando tomou os lábios de Akai novamente, livrando-o do quimono que pendia sobre seu corpo. Diante da pele ofertada, curvava o rosto sobre o peito de Hataki e beijava-o com adoração, sem pressa alguma de degustá-lo.
- Mas me deixe amar você sempre mais do que conseguir....Quero amar você até sentir meu coração entregue apenas para o momento de te ver.....
-Os lábios quentes do Demoni desenhavam uma linha do peito de Akai até seu umbigo e suas mãos macias desenhavam o lado de seu corpo até as coxas, onde se afundaram na carne macia e perfumada com possessividade.

Akai Hataki diz:
Aos poucos seu corpo ficava mais quente conforme trocavam aquelas carícias tão quentes e calorosas, após muito tempo o jovem notara que havia se enganado a respeito daquele ser, que no fundo ele era mais, muito mais sensível que seu amado poderia ser, poderia esconder aquilo, mas aos poucos sentia como se fossem iguais, cada um com suas características, mas feitos um para o outro. 
Sentiu seu corpo estremecer com os lábios de Uruhk, era sensual e sedutor, fazia-o sentir um friozinho gostoso na barriga ao que ele descia por seu peito, ao que seus olhos encontraram-se entre aquelas palavras, o sorriso se manifestou em seus lábios levemente rubros. Respirou fundo tomando coragem e então avançou sobre este, o pondo contra a cama, segurando-lhe os pulsos, ao que aspirava a fragrância do pescoço do Demoni de maneira mais demorada, sorriu dizendo. 
- Eu quero compartilhar com você... Mordiscou o lóbulo da orelha. 
- Tudo de mim... Suas mãos deslizaram-se pelos pulsos deste o arranhando os braços de leve, ao que rosava os lábios em seu pescoço, sentia-se mais agitado.

Uruhk Gannar diz:
Sorriu com o gesto ousado do rapaz quando inverteu os lugares na cama. As lembranças que compartilhava com Kayin de momentos íntimos como aqueles eram muito poucas, mas sabia que esse tipo de coisa não havia despertado em Akai. A mordicada causava um suave arrepio e um riso baixo nos lábios de Urhuk, que adorava jogos como aquele e movia o rosto de lado para sentir os cabelos de Akai enquanto roçava os lábios por seu pescoço. Escutava o coração em seu peito batendo mais depressa, sua respiração que se agitava em resposta....Era delicioso notar aqueles sutis movimentos do humano que permitia ter aquele controle sobre si.
- Então o faça...- sussurrou baixo, mordendo os lábios de antecipação.

Akai Hataki diz:
Suas mãos deslizaram pelos braços deste até os ombros e desceram pelas laterais do corpo, ele podia sentir suas unhas rosarem-lhe a pele de leve. Akai percebia que Uruhk o deixava um pouco agitado, mais atirado, era a essência do outro que o influenciava e facilitava as coisas entre eles.
 - Aguarde-me!...
Riu-se gostosamente, descendo pelo corpo do Demoni ao que apertava-lhe a cintura o cingindo, possessivo seus lábios encontraram o peito desnudo exposto, aproximou mais deste e beijou-lhe o peitoral, parando sobre um mamilo p qual lambeu levemente e então o soprou afrouxando as mãos ao redor, apoiado uma sobre uma das coxas do amante e a outra subiu pela lateral de maneira espalmada, sentindo o corpo deste a mercê de si.

Uruhk Gannar diz:
A lambida arrepiava a pele e combinada ao toque das mãos de Akai, se tornava um maravilhoso acariciar. Era excitante vê-lo ao comando daquela forma, conhecendo o desenho do corpo abaixo do seu e Urhuk lambia os lábios com um sorriso e estendia uma das mãos aos cabelos do menor, afagando-os e delineando seu rosto em seguida, demorando-se a passar o indicador sobre os lábios bem desenhados que Akai tinha, carnudos e levemente vermelhos de beijos.
- Não vou aguardar muito... Não sou tão paciente.....você me inquieta...

Akai Hataki diz:
Ergueu seus olhos claros encontrando-se com os do outro, sorrindo levemente, chegando a mordiscar de leve o dedo que passava por seus lábios. Então levou uma das mãos aos olhos deste os cobrindo com carinho, numa brincadeira astuta e o beijou nos lábios demoradamente, sedutor. Sentia o sabor daquela boca, era gostosa e lhe dava prazer em querer prová-la mais e mais, apenas aos poucos se afastou, beijando o queixo, pescoço fazia tudo com amor, agora de olhos serrados ao que a mão sob os olhos de Uruhk, desviava-se para seus cabelos e escorriam por estes, alisando-lhe os fios, seus lábios passavam pelo peito, onde parou ao centro desviando-se para o coração deste, sorriu e lambeu-lhe o mamilo, rosando a língua ao redor em movimentos circulares, para depois lambê-lo uma única vez de modo tenro de demorado.

Uruhk Gannar diz:
Fechou os olhos quando o calor agradável da mão de Akai tocou-lhe o rosto. Sorriu pouco antes de mordiscar aqueles lábios num beijo e como um bom jogador, manteve os olhos cerrados enquanto o outro afagava os longos cabelos negros. Akai parecia descobrir suas reações e o próprio Urhuk não se surpreendeu ao sentir os mamilos eriçarem com aquelas lambidas quentes num local tão sensível, respirando fundo com os olhos ainda cerrados.
Afastou a mão ao lado do corpo para tatear a cama e as cobertas em busca de um tecido macio e conhecido, que não demorou a achar. A longa faixa de cetim que tinha enrolada em sua cintura era agradável e levemente fria ao toque; tomou a mão de Akai sobre o próprio peito e entregou-a para ele.
- Se vai fazer isso, vamos fazer direito... 
- Erguia o tronco apenas um pouco, apoiando os cotovelos contra a cama sem abrir os olhos. Os sentidos de Urhuk eram muito bons para deixar a visão influenciar seus movimentos felinos. Com as mãos, passou a fita com cuidado sobre os próprios olhos e na outra ponta, distante o bastante, enlaçou o rosto de Akai. Fez um laço firme, mas não forte e aproveitou para morder o lábio do rapaz, lambendo-o em seguida.

Akai Hataki diz:
Ao perceber ele se erguer um pouco e ver a facha sorriu, mordendo o lábio inferior, rindo-se de maneira quase imperceptível. Afagou-lhe os cabelos sentindo a maciês destes, ergueu-se um pouco, e deu a volta, ficando as costas do Demoni, rosava os lábios por sua nuca ao que afastava com facilidade os longos cabelos do mesmo, distribuindo beijos pelos ombros ao que suas mãos transpassavam-se para o abdômen de Uruhk, deslizando as mãos por seu corpo bem feito, subiu um pouco com o rosto sussurrando a ele. 
- Tão desejável...Sorria, mordiscando a orelha deste com cuidado, aos poucos uma de suas mãos escorria pela lateral do corpo do amado, desfazendo-se do que ainda lhe restava de roupas, puxando com leveza a peça.
 - Tão quente...

Uruhk Gannar diz:
O corpo de Urhuk era quente, de uma temperatura superior a de Akai, que lhe permitia usar peças elegantemente finas mesmo no inverno e ser terminantemente agradável ao toque. Parecia pedir por ele e receber os dedos do humano como um sopro de vento morno. Roçava o rosto no dele quando sentia-se livre das peças de roupa, lambendo o canto do rosto que estava ao seu alcance. Arrastava os dedos pelos braços dele em torno do pescoço, até encontrar seu rosto com uma das mãos e trazê-lo para os lábios, que prenderam num beijo profundo, tomando a boca de Akai com desejo e uma mordida leve no lábio inferior, seguida de uma risada baixa e lasciva.

Akai Hataki diz:
Sorria sentindo aquele corpo em poder de suas mãos ao sentir o toque do outro, aproximou-se mais virando um pouco o corpo e o beijando nos lábios, seu coração batia mais rápido, estava se deixando levar por aquela energia, a qual era tão tentadora e excitante. Demorou para deixar-lhe os lábios, e quando os fez contornou-lhe com a ponta da língua a boca do amado, e sussurrou a poucos milímetros de distância. 
- Você me completa... Sorriu descendo uma das mãos pelas coxas deste o apertando de leve ao que a mão sobre a barriga ficava a acariciá-lo ali e vez ou outro descia para seu ventre, desejando atiçá-lo.

Amor

Uruhk Gannar diz:
Apanhou a língua de Akai que estava ao seu alcance, chupando-a sem cerimônia alguma, sugando sua saliva adocicada com o sabor de seu dono. Não era preciso muito para atiçar Urhuk. Só o toque de Akai e a simples idéia de possuí-lo ao alcance daquela forma, já servia de aperitivo à luxúria do Demoni. Afastou-se da boca de Akai e tocou seu rosto com os dedos, sorrindo.
- Gosto da expressão que faz quando fala isso...fica ainda mais belo....
- Apoiando o cotovelo direito sobre o estofado, Urhuk virou-se languidamente até arrastar-se sobre Akai, mudando as posições novamente. Prensava o corpo contra o dele, a delicada faixa que pendia de seu rosto, tocando suavemente o peito do mortal. Segurou-o com firmeza pela parte de baixo das coxas, espalmando as mãos na pele sedosa e delicada, deliciando-se com a sensação macia.
- Você é tão macio...- Baixava o rosto, inspirando o ar dos cabelos do rapaz. -Achei que nunca o teria assim....

Akai Hataki diz:
Sorria docemente para ele o observando, logo ele voltava-se para si e o abraçava pelo pescoço, mas sem o puxar, deixando que Uruhk pudesse fazer o que quisesse. Aquela cama era macia, apesar de estarem longe de casa, era aconchegante, e ter o corpo do outro sobre si a aquecer-lhe era algo melhor ainda! O observava, levando uma das mãos a face do Demoni o acariciando ali, contemplando a doçura de seus gestos. Ele podia sentir agora, a intensidade e a atração que sentiam um pelo o outro, sorriu erguendo-se um pouco apenas, beijando o rosto de Uruhk carinhoso ao que passava os dedos por suas mechas as pondo por de trás da orelha com cuidado.
- Tem certas coisas que não se explicam...Beijou-lhe a lateral da fronte, suspirando.
- Elas acontecem... São o que são... Tocou-lhe o queixo de leve o olhando nos olhos.
- Às vezes demoram... mas o rio segue o seu curso...e chega de devorar aqueles que o tentam deter...Assim era Uruhk para ele, um raio que cortava os céus, uma corredeira que não tinha limites, um amor impossível o qual vinha a tona, após tanto tempo, agora juntos.

Song: Nightwish - Wish I Had an Angel
http://www.youtube.com/watch?v=AcyTR5mEC_E


Uruhk Gannar diz:
Urhuk riu levemente das palavras de Akai e como ele via tudo o que acontecia. Abaixou o rosto e beijou a mão que estava em seu queixo, apanhando um dos dedos de Akai entre os lábios para mordiscá-lo.
Não via aquele momento como um tipo de prêmio após ultrapassar seus obstáculos, nem mesmo após subjugar seu outro eu. Era muito nobre para entender como esse tipo de mesquinhez e mesmo diante dos olhos maravilhosos de Hataki diante dos seus, sabia do tipo de sacrifício que significava para ambos.
Tomou o rapaz com um longo beijo, segurando-o pela nuca, espantando aquele curto momento de suspiros ao encaixar o corpo no dele.
- Sh...- tocava os lábios dele com um pedido de silêncio. 
- Quero falar com você sobre tudo, especialmente sobre coisas impossíveis meu amor...Mas antes disso....
Descia uma das mãos pelo peito de Akai até seu baixo ventre, delineando seu umbigo e leves penugens perto da virilha.
- Quero ouvir você chamar o meu nome...

Akai Hataki diz:
Acompanhava os movimentos do outro com um sorriso quase inexistente, limpo sobre seu rosto. Sentia-se atraído por ele, como não o ser, sua alma, seu corpo faziam parte de algo o qual se apaixonara a muito tempo atrás e que agora vinha a se expandir com Uruhk. Serrou os olhos ao sentir seus lábios unirem-se mais uma vez, apertou-o com uma das mãos a nuca ao que compartilhava de si com ele, porém ao senti-lo invadir seu espaço, quase perdeu o ar, o coração palpitava muito rápido, quase agonizante pelo tempo que não uniam-se a cama junto ao amado, apertou-lhe as costas, estremecendo.
- Ah!...Piscou algumas vezes buscando por  ar , mas ele estava ali, o sentia quente próximo a si, era incrível.
- ahnn!...Apertou os lábios o abraçando e disse apertando os olhos ainda baixos.
- Uruhk...uhm... Ele se envolvera com os outro quase que em um piscar de olhos, a química era grande, mas o senti-lo de maneira tão íntima desarmou completamente o jovem, tornando-o vulnerável diante do outro.

Uruhk Gannar diz:
As reações de Akai era incrivelmente excitantes e seu perfume intensificava-se com o bater de seu coração, audível como um tambor aos ouvidos de Urhuk. Firmava uma das mãos no final das costas de Akai, permitindo assim que se segurasse em torno de seus ombros e o aperta-se com aquele estremecer. Mantinha o rosto colado ao dele, a língua que tocava o lóbulo da orelha do mortal, respirando suavemente sobre a pele úmida.
- Hm... diga de novo Akai....- Lambia seu pescoço e o mordia sem ligar para a marca que poderia ficar depois. Sua mão quente e macia alcançava o membro do Urhad e o acariciava, deslizando os dedos pela glande úmida.

Akai Hataki diz:
Buscou com as mãos a sustentação em seus ombros e depois pescoço, ao sentir ele lhe tocar sentia a respiração ficar mais carregada e o peito arfar abraçaram-lhe serrando os olhos, e disse.
- Vem...uhm!...Mordiscou o lábio sentindo as batidas aumentarem, queria senti-lo mais, dentro de si. Aquele espaço era confortável para o Demoni, quente e macio além de mais apertado pela falta de tal contato, moveu um pouco o quadril fazendo ele o sentir mais, deixando alguns gemidos escaparem por seus lábios.
- uhm...    Meu Uruhk...    

Declaração

Song: Evanescence - Anywhere
http://www.youtube.com/watch?v=ZEVIeErWcnU

O Demoni tinha razão quanto ao que dizia, sentia falta daquilo do contato mais íntimo de deitar-se com o amado, e acreditava que sentiria o mesmo em relação à Uruhk agora. Virou o rosto e mordeu de leve o ombro deste e depois o lambeu, sentindo-se um pouco tenso, mas aos poucos tentava relaxar para que aquilo fosse menos desconfortável e mais prazeroso para ambos, suspirou olhando para ele de canto e sorriu.
- Eu sinto falta, muita!...Apertou-o contra si, um pouco envergonhado corando de leve desviando o olhar, era horrível ficar longe e não poder desfrutar do que havia de mais belo e natural entre os homens. Ao sentir o que ele fazia em si gemeu baixinho, acuado.
- ah...
Apertava os olhos por um instante sentindo-se bem com aquilo.
- Está me deixando a agoniar...
Disse rindo-se, como uma brincadeira manhosa, puxando-o pela nuca para beijar-lhe a boca com desejo.

Uruhk Gannar diz:
O corpo do mortal realmente não parecia acostumado a toques tão íntimos e isso causou um riso quase repreendedor de Uhruk sobre sua mente, um chamar de atenção sobre a parte de si que havia sido relapsa em não amar corretamente uma jóia bruta como Hataki. Recebeu o beijo que demonstrava claramente o que Akai sentia e afastou a boca da dele para morder-lhe o lábio inferior.
- Tenha paciência....não quero machucar você...
- Lambia a boca do humano e virava o rosto para morder com um pouco mais de força seu ombro, buscando tirar sua atenção por um segundo, ajudando-o a relaxar quando afastava o dedo de seu corpo e roçava o local macio e quente com o sexo.

Akai Hataki diz:
Talvez a necessidade fosse tanta que ele mesmo deixava que certas coisas escapassem por suas mãos, corou bastante mordendo o lábio inferior ao escutá-lo, o sentira mesmo que por um breve instante dentro de si, mas Uruhk parecia se lembrar do fato de não estar mais tão acostumado. Suspirou pesadamente e então sorriu, voltando a olhá-lo, suas mãos percorriam o peitoral do mesmo, acariciando-lhe um dos mamilos, ao que a outra mão deslizou pelas costas do Demoni, e quando chegou as nadegas apertou de leve, tirando um riso do atrevimento que tivera, e falou baixinho.
- Você também é macio...mas aqui...Apalpou de leve, corando.

Uruhk Gannar diz:
Urhuk riu de volta, mas não interpretou o toque como atrevimento. Encostou a testa na de Akai e colocou a mão sobre a dele, fazendo-o firmar a mão sobre a carne macia e a pele quente do Demoni. Lambia os lábios encarando-o diretamente.
- Você vai ter tempo de descobrir o quanto sou macio em diversos lugares....- Lambia a boca do humano e movia o corpo um pequeno espaço,apertando-se contra a entrada do urhad, usando a mão livre para elevar suavemente a coxa de Akai para tomar o espaço com seu corpo.
- E logo você vai se acostumar comigo...

My Love

Song: Badema - Urga ( O Clone)
http://www.youtube.com/watch?v=222gxP0dIeA



Akai Hataki diz:
Ao encarar o outro Akai ficara pela primeira vez bastante aflito e nervoso, pela vergonha que sentiu de seu ato, porém ao encarar-lhe os olhos sentindo que o coração iria sair pela boca, ao senti-lo apertar a mão ai, engoliu a saliva perplexo, e deixou um pequeno riso descontraído sair de si. - Não descansaria sem poder fazê-lo...Respondia, um pouco corado ainda, e quando percebeu ele pedia para se aproximar mais e tomar o espaço entre suas pernas, fazendo o Urhard ranger os dentes, e deixar um gemido longo sair de seus lábios, apertando com as mãos o outro. Era quase como um ritual, tentativas incessantes fariam até conseguirem aquilo que tanto desejavam. Ergueu o olhar trêmulo para ele e sorriu falando num tom baixo.
- Não tenha medo...
Beijou de leve os lábios co Demoni.
- Eu confio em você meu doce Uruhk...

Uruhk Gannar diz:
- Meu único medo é não conseguir mais parar depois que provar você...
- Sussurrou entre os lábios de Akai num sorriso desejoso, lambendo a boca do jovem com cuidado de memorizar-lhe o contorno dos lábios. Não era habituado a ser tão gentil, mas não desejava que o corpo de Akai sofresse em nenhum momento. Tomou a boca de Hataki e sutilmente elevou mais sua perna, penetrando-o devagar, mordendo os lábios e apertando os dedos em torno de sua carne macia e tenra, gemendo baixinho.

Song: Michael Bolton - All for Love
http://www.youtube.com/watch?v=ZSq9Lt8wCgQ

Akai Hataki diz:
Um gemido baixo foi escutado vindo do mais novo ao senti-lo adentrar-lhe mais, o sorriso logo aflorou-se em seus lábios avermelhados. Ergueu uma das mãos tocando-lhe a face com carinho e o beijou com uma ternura incrível, carinhoso ao que tirava sua atenção do que ocorria por entre as cobertas.
 - Meu Uruhk     
Falou entre os lábios deste, deixando uma lágrima escorrer de seu olho pela face alva. A felicidade que estava a invadir-lhe o corpo e espalhar-se pouco a pouco fazia com que seu coração bombear-se mais o seu sangue, notando que se sentia mais confortável ao que seu interior contraiu-se relaxando um pouco. Beijou-lhe a face carinhosamente, o apertando contra si, desejava ser dele, daquele homem que era tão seu quanto ele era dele.

Uruhk Gnnar diz:
   Embora seu corpo pedisse e implorasse para que se afundasse no corpo do mortal, Urhuk teve sua atenção tomada pelo beijo terno que a boca de Akai lhe dedicava. A lágrima que se soltou dele, foi rapidamente pega com um beijo dos lábios do Demoni, que em seguida  beijou-lhe o rosto diversas vezes, com carinho e cuidado, enlaçando-o para perto. O jovem urhad era  quente e macio, seu intimo apertado e excitante como Urhuk havia previsto. Junto dele, confortando-o nos braço, penetrou-o mais fundo, gemendo junto de seu ouvido .
-Akai...uhnn.... nunca mais seu coração vai pertencer a ninguém...nem esse seu perfume...
- Roçava o rosto no dele, movendo o corpo para provocá-lo.



Akai Hataki diz:
   Afagava-lhe os cabelos com uma das mãos sentindo os beijos doces que ele lhe depositava sob a face, a outra mão repousava sobre as costas deste, enlaçado por um meio abraço que compartilhava com o amante. Seus olhos ergueram-se aos poucos ao que sorria, agraciado pelas palavras calorosas que ele dedicava a si. Sentiu o rosar de suas peles o arrepiando todo, Uruhk tinha a pele quente e sedosa, sentia a desenvoltura deste ao que se aprofundava em si, baixou um pouco a cabeça deixando um gemido mais expressivo ecoar de seus lábios, buscou o pescoço de Uruhk e o abocanhou de uma só vez, apertando-o com a palma da mão sobre as costas contra si. Seu interior o apertava, querendo expulsá-lo dali, mas seria em vão, pois o poder e força que Uruhk tinha, não faria com que sofre-se, acostumar-se-ia a ele, grosso, quente...pulsante.        
   - Ah!!...

  Uruhk Gnnar diz:
  A boca quente de Akai apenas aumentava seu desejo, assim como a sensação única de tomá-lo para si daquela forma. Teria enlouquecido sem tê-lo daquela forma, ao seu bel prazer, mergulhado em seu interior como dominante. Gemia baixo, sua voz rouca presa entre dentes com a pele arrepiada e quente, levemente suada pelo contato.  Movia-se dentro dele, à principio devagar, deixando que a carne do humano se acostumasse a sua presença. Aumentando o ritmo conforme devorava-o, arrebatando o garoto entre seus braços, mordendo seus lábios maravilhosos.

Akai Hataki diz:
  - Uhm!!!...
  Comprimia os olhos sentindo o vai e vem do outro dentro de si, sentia-se preso a ele, seu corpo pedia pelo contato a cada rosar de corpos o jovem apresentava uma excitação fora do comum, percebia que esquentava e conforme o ritmo aumentava sentia o corpo todo pegar fogo, entregando-se a ele aos poucos, suas mãos delicadas deslizavam pelas costas do Demoni, espalmadas ao que espaçava um pouco as pernas recebendo-o junto de si, ao que seus lábios agora banhavam-se em um beijo desejoso, em que rosava a língua contra a de Uruhk de maneira lasciva e prazerosa. Curvou um pouco o corpo para trás sorrindo, ao que se manifestavam sensações incríveis dentro de si, com o que ele fazia.
 - Uruhk ah!!...


Uruhk Gnnar diz:
  Estocava-o mais profundamente, conduzindo o ritmo conforme o prazer se alastrava por seu corpo, alimentando-o como a mais deliciosa das almas poderia fazer. Apoiava uma das mãos abaixo dos quadris de Akai, erguendo-o sem esforço, trazendo seu corpo contra o dele para preenchê-lo por completo. beijando seu peito ao que se curvava para trás. Entreolhava-se com ele, seus olhos recortados com um brilho levemente dourado que Akai já havia visto outra vezes, os verdadeiros olhos dos Demoni.
- Adoro quando fala meu nome assim....
- Com a mão livre acariciava o sexo do mortal, dando-lhe mais prazer.

Akai Hataki diz:
   O Urahd contorceu-se ao senti-lo ir mais ao fundo de si, chegando a deixar uma das mãos contra o estofado e arranhá-lo como se deseja-se arrancar tudo que havia ali com a pressão que sentia em seus quadris.
 - Ah!!...
O ar parecia que não saia, era expulso por seus pulmões que arfavam, sentindo a testa suar. Ao que ele se reclinou sobre si sorriu, tocando-lhe os cabelos o afagando, grato pelo carinho que ele lhe ofertava, sorriu de canto olhando em seus olhos tão vívidos, pareceu impressionar-se com estes, arrancando-lhe um suspiro. Tinha a sensação de que não cessariam aquilo tão cedo, o que lhe deixava alvoroçado e de certo excitado. A mão sob os cabelos desceu para a nuca do Demoni e o guiou para perto de si e sussurrou a ele.
- Quente...muito ah!... Ria-se, lambendo-lhe a orelha desejoso.

Uruhk Gnnar
Song: Bandema - Urga ( O Clone)
http://www.youtube.com/watch?v=222gxP0dIeA

Uruhk Gnnar diz:
  -Ahn...
  -Mordia os lábios com o estremecer brusco que a língua úmida de Akai provocava. Seus cabelos longos caiam sobre os ombros e escorriam sobre Akai como diversos fios de seda negra, grudando na pele de ambos conforme se moviam. Admirava o amante de pele corada e jovem, rindo baixo com a respiração sôfrega.
- Quanto mais quente...melhor...meu amor... - Afastava-se do corpo de Akai de um modo bruto, deixando seu interior, mantendo os joelhos na cama enquanto jogava os cabelos para trás. Olhou o mortal com lascivos olhos e puxou-o pelos pulsos até que seu peito se encontra-se com o dele. Urhuk beijava sua boca com urgência e guiava o Urhad a sentar-se sobre suas pernas, encaixando-se nele novamente, gemendo alto. Naquela posição Akai tinha o controle e Urhuk deixava as mãos do rapaz sobre seus ombros, indicando que era a vez de Hataki comandar. 

Akai Hataki diz:
 Surpreendeu-se com o afastar dele, o olhando curioso sentia a respiração agitada, o olhava estava todo esparramado sobre a cama de lençóis desarrumados, mas logo ele o puxara para si. Olhou diretamente em seus olhos, como se pudesse enxergar a alma através deles, era intenso e penetrante. Em instantes ele se acomodava ali sobre o outro e sorriu ao senti-lo dentro de si, o invadindo não conseguindo se controlar levou uma das mãos à boca gemendo ao que suas madeixas coravam, segurou-se firme como deu com a outra mão e começou a se mover sobre ele, de modo a Uruhk desfrutar da sensação daquele espaço buscar abrigá-lo mais em seu interior.
- Oh!... 
O movimentar aumentava aos poucos, adquirindo um ritmo considerável, levando Akai às sensações mais prazerosas que já tivera antes.

Uruhk Gnnar diz:
 Não ter o controle sobre o ritmo do corpo de Akai era o êxtase supremo. Amparava seu corpo segurando-o pelos quadris, acompanhando o movimento que o jovem fazia sobre si. Era devorado por seu corpo tomado de acordo com os desejos de Hataki. Manteve um das mãos seguras no corpo dele, emaranhando os dedos da outra mão em seus cabelos escuros, firmando a mão entre eles , mas sem puxá-los.
- Não tem idéia de quão delicioso é ver você assim....
- Arfava, o próprio corpo febril com o ato, o perfume de Urhuk forte e inebriante pelo ambiente, sensual, capaz de fazer qualquer mortal desavisado curvar-se diante dele mesmo sem vê-lo.

Song: Desert Rose
http://www.youtube.com/watch?v=C3lWwBslWqg

Akai Hataki diz:
  Sentia-se bem ao fazer aquilo, Uruhk podia vê-lo com facilidade, desfrutar de seu corpo também com os olhos, em uma visão mais extensa. Akai curvou um pouco o corpo, pousando uma das mãos sobre o ombro do Demoni e a outra contra seu peito ao que se aninhava ali gemendo baixinho, aumentando o vai e vem, encolhido entre os braços do amado, como se pedi-se por mais e mais.
- ah...ahh...
Serrava os olhos por um momento deixando as sensações fluírem por seu corpo jovem e frágil. Engolia a saliva com dificuldade sentindo a temperatura ir as alturas com a precisão que ele vinha dentro de si, acariciando seu íntimo, proporcionando sensações incríveis a si, estava à questão de instantes para chegar ao aspe da relação pela primeira vez.

Uruhk Gnnar diz:
   O restante dos sons começaram a sumir aos ouvidos de Urhuk e ele sabia que seus sentidos estavam ainda mais apurados, fortes, intensos com aquela troca de energias brutas, sua e de Akai. Escutava com perfeição a respiração do mortal e sentia seu corpo perfeitamente. Recostou o rosto no dele , arranhando os próprios lábios com os dentes ao sentir o corpo estremecer de prazer. Reconhecia os sinais do corpo e expressão de Akai e sussurrava à ele entre a respiração resfolegante.
- Venha...
- Apoiava as mãos nos quadris de Hataki e ajudava-o a aumentar o vai e vem, gemendo com ele, tomando as rédeas para vê-lo chegar ao êxtase de sua entrega.
Akai Hataki diz:
   Apoiava as mãos ao redor do pescoço do Demoni, sentindo aquela agitação toda aumentar gradativamente, aquela simples palavra o deixava fora de si, serrando os olhos respirando com dificuldade, mexendo o quadril sem parar, até que se sentou por completo naquele colo macio e sentiu o prazer tomar conta de si, estremecendo o corpo da cabeça aos pés, de modo há curvar um pouco o tronco para trás por um instante e desfrutar do primeiro gozo. Voltando aos braços do amado, o abraçando gemendo baixinho, extasiado, sentindo tremores por todo o corpo, a sensação de êxtase tomava conta de Akai naquele momento, pousando o queixo sobre o ombro deste falou baixo.
   - Uruhk...
   Riu-se de leve, sentindo os tremores.
   - Eu também amo você.

   Uruhk Gnnar diz:
   Com os espasmos do corpo de Akai, seu interior contraindo-se com o gozo, Urhuk não conteve o próprio ápice, inundando o mortal por dentro, apoiando o corpo de Akai com um abraço forte e incontido. Suavemente recebeu o rapaz contra o peito, escutando seu curtos gemido, arfando como ele, extasiado. Beijava o canto de seu rosto, roçando o nariz contra seus cabelos úmidos, sorrindo devagar com as palavras entrecortadas. Não poupou Akai de um gostoso beijo quando terminou de ouvi-lo, segurando seu rosto com uma das mãos.
  - Você merece tudo deste mundo e de qualquer outro, meu amado Akai...
 - Urhuk se afastava dele apenas um pouco, pegando entre os lençóis remexidos e jogados, as roupas que estava vestindo. Pousou o corpo de Akai sobre as peças e deitou-se ao lado dele, trazendo-o para perto, afagando e arrumando seus belos cabelos.
   Akai Hataki diz:
   Poucos instantes depois sentia o outro lhe inundar, fazendo com que Akai se mexe-se um pouco sentindo o líquido quente o invadir, arrepiou-se todo, mas sorriu, pois a sensação era deliciosa.
  - ah...
   Gemeu baixinho, e ao que afastou-se um pouco apenas o jovem sorriu mais ainda agraciado pelo cuidado que tinha consigo, deitando-se sobre as vestes macias do Demoni, o trazendo para junto de si trocando um beijo gostoso com este, sentia a testa molhada, o corpo mole e uma sensação prazerosa a tomar conta de seu corpo. Beijou-lhe a fronte e depois os lábios ao escutá-lo, fazendo carinho em suas costas com uma das mãos.
  - Foi muito especial...está sendo...
  Disse sorrindo gracioso, rosou o nariz em seu pescoço manhoso, aquela experiência ele nunca esqueceria, descobrira nas incertezas a maior atração que um humano poderia ter.


  
Akai Hataki Woei

Song: Boa Possibility duer with 三浦大知
http://www.youtube.com/watch?v=LTOvmmzN5nM&feature=channel

Uruhk Gnnar diz:
  Urhuk zelava pelo mortal em seus braços e discretamente movia os dedos no ar, fazendo uma brisa fresca entrar pela janela, ajudando a pele a se livrar do calor intenso que havia entre eles e a espalhar a energia poderosa que rondava o cômodo, evitando que aquilo alarmasse alguém no velho templo. Afastava os cabelos de Akai,  para olhar seu rosto e beijar sua testa.
- Vou fazer o possível para estar no seu coração...pra ganhar você definitivamente e ser sempre especial...
Os olhos de Urhuk não possuíam mais o brilho dourado e felino, mas sim a calmaria cinzenta, um pouco azulada de seus olhos normais. Transmitia uma energia protetora e poderosa, como um enorme leão protegendo um pequeno filhote entre suas patas.

Akai Hataki diz:
 Acomodava-se entre os braços fortes que ele tinha, aconchegando-se ao outro, sentiu seu toque suave sob a face e sorriu, a brisa leve que adentrava o cômodo, fazia-o mover as pernas, puxando o lençol cobrindo-se até a cintura apenas. Escutava com atenção o que ele dizia, seu coração estava a se acalmar conforme a intensidade da energia entre ambos aquietava-se aos poucos tornando-se mais branda.
- Você é digno de ser rei Uruhk...Comentou sorrindo, fazendo carinho sobre o peito deste o olhando.
- Eu me sinto...Baixava o olhar, corando levemente.
- Protegido...amado por você... Sorria de leve, aspirando o ar fresco, voltando a olhá-lo, riu-se.
- Não quero ter de ficar tanto tempo longe...Era direto, afinal o tempo que Kayin podia ficar consigo era mínimo, e questionava aquilo com Uruhk, sabia que ele via aquilo com outros olhos, não estava cobrando, apenas dizendo o que sentia.

Uruhk Gnnar diz:
   Seus olhos fitaram o jovem deitado junto de si e um singelo movimento em seus lábios anunciou um fraco sorriso, gentil em seu rosto forte e majestoso. Espalhou a franja negra com os dedos até a nuca, num gesto suave com os macios fios soltos sobre os ombros, acariciando o rosto de Akai em seguida, com tamanho cuidado e devoção. Curvava o tronco num movimento breve, para roubar dos lábios quentes do mortal mais um beijo e ajeitar os lençóis frescos sobre suas costas.
- E por que ficaria longe de mim? Acha que vou permitir que isso aconteça?
Entre as almofadas Urhuk se ajeitava com os ombros, levando Akai com ele no conforto da macia cama. Cobria-se junto dele, num abraço.
- Isso só vai acontecer se você ordenar.

Akai Hataki diz:
 Observava ele, o modo como lhe tratava, a suavidade de seus toques, o carinho que tinha para consigo. Ele se ajeitava dentro da cama macia aos poucos, apoiando a cabeça contra o travesseiro fofo, virando-se de lado para o Demoni, deixando que o cobri-se, escutando-lhe as palavras. - Um dia não quero mais voltar... Respondia para ele, talvez aquilo fosse muito mais difícil do que poderia imaginar, deixar a Terra o lugar, onde nascera e crescera, mas era uma pequena para um grande passo, uma conquista na verdade para o humano.
  - Porque quero ficar aqui, com você...e não sentir mais...Baixava o olhar.
  - Medo de te perder...de não lhe ver mais...

   Song: DBSK Insa Instrumental

http://www.youtube.com/watch?v=FEbfZdkxpDc

Uruhk Gnnar diz:
  O preço e valor daquelas palavras para o Demoni fascinavam muito calaras a cada pausa e respiração que os lábios de Akai proferiam. Era palpável como o ar e nítido como o luar entre as árvores do lado de fora da varanda, de onde o vento vinha. Afagava seus cabelos com cuidado, passando os dedos pelas mechas leves e perfumadas.
- É uma escolha. Escolhas devem ser feitas com calma, você sabe disso. E tudo isso terá um preço...
Suavemente deslizava os dedos pelo rosto do jovem, admirando sua beleza e coragem.
- Até onde está disposto a arriscar, por uma escolha?

Akai Hataki diz:
  - São muitas coisas... Respirou fundo. 
  - Que nos diferem...
  Voltava a olhá-lo.
 -No entanto acredito que já passamos por muitas coisas, e tantas outras virão, eu sei disso... Parecia pensar bastante sobre aquilo, afinal tinha suas raízes em um país muito diferente, porém a pessoa que mais amava estava ali, diante de seus olhos e sabia da dificuldade que era para ele vir até si. - Mas em um determinado momento, eu não quero mais esta separação...porque quero acordar todas as manhãs ao teu lado, passar os meus dias junto com você...quem me é mais caro nesse mundo.

Uruhk Gnnar diz:
  Dedilhava o rosto de Akai com carinho, tocando seus lábios enquanto falava, como se pudesse provar o sabor de suas palavras, sentir exatamente o que ele sentia naquele momento. Crispou os lábios bem desenhados por um momento, apertando os olhos cinzentos na direção de Akai.
- E sua família, aqueles que lhe são caros. Eles valem esse sacrifício, Akai. Pois diferente de minha metade inconseqüente, eu jamais colocaria você diante de uma escolha entre dois amores tão fortes... Escute um conselho. Dê tempo ao tempo. Primeiro, um passo de cada vez.

Akai Hataki diz:
  Sabia que ele lhe entendia, e talvez aquilo fosse uma das coisas que mais lhe doesse, a sabedoria e inteligência que iam além dos sentimentos,     a razão    . Suspirou, virando-se um pouco, o abraçando com uma das mãos a cintura.
  - Você está certo...
  Achegou-se mais a ele, rosando a narina contra o peito desnudo de Uruhk.
  - Podem passar os anos, as horas...mas não vou ficar sem você...Beijou-lhe o peito, recostando em seguida o rosto neste.
- Porque vai estar...sempre estar ao meu lado, não é?

Uruhk Gnnar diz:
   - Sim, sempre. Nesta passagem e em tantas outras. Por isso não se preocupe com o tempo. Complete seus objetivos e estarei sempre ao seu lado, aqui e em qualquer outra terra...
    Deitou os lábios sobre a fronte de Akai com respeito e carinho protetor, dignos de seus modos.
- Minha casa sempre será sua casa e nossa família sempre estará segura, não se preocupe....Aliás, tenho algo para lhe dar Um presente.

Akai Hataki diz:
  Kayin sempre lhe dera muita segurança do que sentia por si, no entanto temia pelo momento que em pudesse deixar aquele plano e retornar em outro corpo, havia muitas incertezas, principalmente para Akai que sentia a cada mês que se passava que mais e mais o perigo lhes rondava e não havia certeza de nada, um futuro incerto.
 Abaixou os olhos ao sentir o beijo e sorriu de leve. A presença de Uruhk fazia com que aquelas dúvidas se tornassem menores, o que dava um pouco mais de certeza a ele, sobre as coisas que queria. Afastava-se um pouco apenas e contemplava-lhe o rosto.
- Um presente?

Uruhk Gnnar diz:
  - Sim, um presente. Ele me foi dado pelas mãos da Dama das Sombras, já há algum tempo, quando ainda estava naquele mundo reverso do selo do espelho...
Urhuk movia-se languidamente, temendo incomodar o rapaz ao sair da cama quente. Caminhava mesmo desnudo até a varanda de abas abertas para fora, estendendo as mãos para a direção da lua. Recitava palavras baixas, sibilante em seus lábios que pareciam finos naquele momento. Seu olhar tornou-se amarelado, banhado pela luz da lua e com um movimento rápido dos dedos, Urhuk pareceu criar algo dentre as palmas de suas mãos. Satisfeito com o resultado, que demandava dele uma energia que poderia nausear um pouco o jovem, retornou satisfeito à beirada do leito, sentando-se ao lado do humano.
- Tome. É meu para dá-lo a quem desejar e desejo dá-lo apenas á você.
Tratava-se de uma delicada esfera negra como linóelo, brilhante como a mais linda pérola. Cintilava como uma conta perdida entre os dedos do Demoni.

"...Uma vez seu, para sempre teu..." - Akai H.W

Akai Hataki diz:
 Ao que ele se afastou puxou mais as cobertas agora usufruindo da manta quente que estava aos pés, cobrindo o corpo até a altura do peito, espiava-o dentre as cobertas. Realmente ele tinha um corpo que não deixava nada a desejar, chegava a deixar Akai um pouco nervoso, mordendo o lábio inferior. Quando ergueu o olhar para fora, prestou atenção no que ele fazia, e de fato ele realmente era um Demoni, engoliu a saliva, apertando as cobertas com as mãos. Ao vê-lo voltar havia um objeto raro no poder de suas mãos. Sentou-se um pouco, tocando a esfera com as pontas dos dedos.
  - Nunca vi algo assim antes...O que é Uruhk?

Uruhk Gnnar diz:
  - Um Velo de Sombras. Um objeto de criação que LaCroix me presenteou uma vez, em meu nascimento e depois, quando o Selo foi quebrado, me foi devolvido. Esta pequena conta é meu presente a você, meu amado Urhad....
 Urhuk estendia as mãos e seus dedos alongavam-se e escorriam, criando garras longas, porém belas como as patas de um dragão. Com o fino corte do indicador, arrancava dos cabelos uma única mecha longa e negra, levando-a à altura dos lábios.
- Gannar labst on Nin.
Sussurrava e com um sopro as mechas se trançavam no ar e mudavam de cor e forma até se tornarem um fio delicado de prata, fino e raro. Uruhk unia o fio ao Velo e entregava às mãos de Akai a esfera negra presa como um belíssimo pingente. - É meu presente de casamento á você.

Akai Hataki diz:
 Observava tudo o que ele fazia, era incrível a delicadeza que ele tinha em ministra-se as coisas. Seus olhos estreitavam-se ao ver os fios de cabelo transformarem-se no que parecia ser um colar, uma peça rara e muito especial. Escutava com atenção a explicação da origem de tal peça, no entanto quando ele lhe disse aquilo, Akai sentiu uma emoção muito grande tomar conta de seu peito, fazendo com que seus olhos inflamassem e deles brotassem lágrimas, as quais ali se mantiveram por alguns instantes contidas, ao que tomava conta de si aquela sensação, uma emoção muito grande. Tocou com cuidado o cordão, observando a peça e depois olhou para ele.
- É linda, eu...
Sorriu abertamente.
- Eu adorei... muito! 

Uruhk Gnnar diz:
  Urhuk sorriu com o sorriso aberto de Akai, o bater ligeiro de seu coração e o cintilar de seus olhos. Beijou com carinho o alto de sua testa e ajudou o rapaz a colocar o delicado presente em torno do pescoço. Era um pingente discreto e delicado, que poderia ser colocado sem medo pelo mortal.
- Saiba que isso é muito especial. Como você é.

Akai Hataki diz:
   - Ela deve ser...
Sorriu ao sentir o beijo, deixou que ajuda-se a colocá-lo curvando um pouco o pescoço, a jóia ficara bonita disposta em seu colo, tocou-a com as pontas dos dedos e sorriu novamente.
- Não sei o que dizer a você uhn...
Sorria sem jeito, corando de leve, aproximou-se e o abraçou pelo pescoço. Seu coração estava agitado pela sensação boa que sentia.
- Eu espero lhe dar algo tão precioso quanto...uhm...
Respirou fundo, o apertando de leve.
Isso significa algo muito...muito importante para mim...você, tê-lo junto de mim...e a certeza de que...isso é real e verdadeiro.